Street dance, redação, poesia e desenho são as especialidades que os voluntários oferecem a moradores da comunidade. O projeto capta alunos e voluntários
A União dos Breakers Independentes (UBI), que faz parte do coletivo internacional Universal Zulu Nation, de Afrikan Bambaataa, o maior promotor da cultura hip hop no mundo, iniciou há menos de um mês um projeto sociocultural no Bairro da Terra Firme, em Belém. O projeto oferece oficinas continuadas e gratuitas de redação, desenho, rima e dança e está procurando parceiros voluntários e apoio para manter suas atividades.
O líder da UBI Zulu Bambaataa, King Soldierman, b-boy, produtor e dj que ganhou projeção nos anos 1980 e 1990, é natural do Rio de Janeiro mas criou-se em Joabotão dos Guararapes (PE). Atualmente residente em Belém, já realizou ações sociais em São Paulo, Recife, Rio de Janeiro, João Pessoa e em Lisboa. Na capital paraense, ele vem mobilizando artistas e empreendedores culturais para movimentar a função social do hip hop nas periferias da capital.
Participou como oficineiro do projeto Outros Nativos com aulas de popping, especialidade da dança de rua típica do hip hop. Agora ele iniciou seu próprio projeto na sede da Associação de Moradores Gabriel Pimenta. A associação funciona como uma escola de ensino infantil, e tem uma história de mais de 30 anos no bairro. Recentemente, porém, perdeu o convênio com a Secretaria Municipal de Educação (Semec), que mantinha as atividades da creche escola.
“Atualmente, estamos trabalhando apenas com o apoio da comunidade, que paga uma mensalidade simbólica para manter seus filhos na escola que funciona na sede da Associação. Mas estamos a todo vapor com essas oficinas. Só falta a comunidade pegar gosto pelo estudo e se envolver mais”, explica o presidente Benedito Martins.

Além das aulas para crianças, a Associação Gabriel Pimenta oferece oficinas de esportes como muay tay, e de música, todas ministradas por professores voluntários. Agora, o projeto UBI Zulu Bambaataa se junta a essa iniciativa para ofertar mais oficinas. O tatuador e desenhista Zão Martins, o MC Gaspar Du Norte e King, todos membros da Zulu Nation, se juntam para ofertar as oficias.
Mas o projeto ainda precisa de voluntários e alunos, pois ainda é pouco conhecido da população. “O projeto tem investido em publicidade e tem se adequado aos melhores horários da comunidade, mas a frequência das nossas oficinas ainda é baixa. Estamos com vagas abertas ainda”, explica Soldierman.
Além, das oficinas artísticas, o projeto IBU Zulu Bambaataa também oferece oficina de redação, que ajuda os alunos nas provas do Enem e de concursos. A maioria das aulas ocorrem no sábado na sede da Associação, que fica na Passagem Souza, nº 12. Para saber maiores detalhes sobre vagas e horários para participar da oficina ou para ser voluntário no projeto, ligue para (91) 98862 9230.


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