• Sobre
  • Anúncios
  • Contato
  • Bodybuilding Insight
Ver-o-Fato
Advertisement
  • Home
  • Notícias
  • Coisas de casa
  • Ação Política
  • Publicidade Legal
  • Anúncios
  • Mais…
    • Colunas
    • Política
    • Esporte
    • Polícia
    • Defesa do Consumidor
    • Economia
    • Para o mundo ver
    • Meio Ambiente
    • Mistério & Inexplicável
    • Saúde
    • Cultura
    • Entretenimento
    • Famosos
    • Comportamento
    • Empregos
    • Turismo
    • Cidades
    • Poder
    • Educação
    • Viralizou
    • Brasil
    • Publieditorial
No Result
View All Result
  • Home
  • Notícias
  • Coisas de casa
  • Ação Política
  • Publicidade Legal
  • Anúncios
  • Mais…
    • Colunas
    • Política
    • Esporte
    • Polícia
    • Defesa do Consumidor
    • Economia
    • Para o mundo ver
    • Meio Ambiente
    • Mistério & Inexplicável
    • Saúde
    • Cultura
    • Entretenimento
    • Famosos
    • Comportamento
    • Empregos
    • Turismo
    • Cidades
    • Poder
    • Educação
    • Viralizou
    • Brasil
    • Publieditorial
No Result
View All Result
Ver-o-Fato
No Result
View All Result
Home Meio Ambiente

O Pará no reflorestamento e mercado de carbono: preservação e empregos

Roberta Mendes por Roberta Mendes
04/04/2025
in Meio Ambiente
O Pará no reflorestamento e mercado de carbono: preservação e empregos

Na APA Triunfo do Xingu será posto em prática o primeiro projeto de extração e comercialização de crédito de carbono do Pará. Foto/ Bruno Cecim/Agência Pará

CompartilharTwitter
ADVERTISEMENT

Iniciativa no Estado testa modelo de concessão florestal como solução sustentável para a preservação da Amazônia via créditos de carbono

Na última sexta-feira, 28 de março de 2025, o governo do Pará oficializou a concessão de uma área superior a 10 mil hectares, uma extensão equivalente a 10 mil campos de futebol. É a Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, no município de Altamira, localizado no sudoeste do estado. Trata-se de um bioma inteiramente amazônico, característico das florestas úmidas da região Tapajós-Xingu.

Segundo informações da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas), a área concedida foi classificada como uma Unidade de Recuperação. Essa nova categoria de proteção, estabelecida pela Lei Estadual 10.259, de 11 de dezembro de 2023, é voltada especificamente para terras públicas estaduais que sofreram desmatamento ilegal e necessitam de ações de restauração da vegetação nativa.

A recuperação da área ocorrerá por meio de um contrato de concessão florestal, um mecanismo pelo qual o Estado transfere temporariamente a gestão do território para um investidor privado. Nesse caso, a concessão poderá se estender por um período de até 40 anos, permitindo a implementação do projeto de restauração ecológica, conforme informado pela Semas.

A empresa vencedora da licitação, Systemica, associada ao banco BTG Pactual, será responsável pela recuperação ambiental do território. O projeto tem a meta de capturar cerca de 3,7 milhões de toneladas de carbono, o que equivale à retirada de circulação de aproximadamente 800 mil veículos movidos a combustíveis fósseis por um ano ou à compensação das emissões anuais de uma cidade com cerca de 500 mil habitantes. Além dos impactos ambientais positivos, a iniciativa também contribuirá para a economia local, gerando aproximadamente dois mil empregos diretos e indiretos.

O projeto, pioneiro no estado, contará com um investimento privado estimado em R$ 258 milhões e prevê um retorno financeiro significativo à empresa concessionária, com uma receita total estimada em R$ 869 milhões. A remuneração da empresa será obtida por meio da comercialização de créditos de carbono gerados pelo reflorestamento. Conforme informações da Semas, essa iniciativa representa um passo fundamental para a recuperação de áreas degradadas e para a geração de benefícios ambientais e econômicos para o estado do Pará.

Entendendo os Créditos de Carbono

Os créditos de carbono são um dos principais instrumentos utilizados para mitigar as mudanças climáticas e promover a transição para uma economia de baixo carbono. Eles fazem parte de um mercado global criado para incentivar governos, empresas e indivíduos a reduzirem suas emissões de gases de efeito estufa (GEE).

Cada crédito equivale a uma tonelada de dióxido de carbono (CO₂) que deixou de ser emitida ou foi removida da atmosfera. Esses créditos são gerados por projetos ambientais que evitam ou capturam emissões de carbono, como reflorestamento, conservação florestal (REDD+), energias renováveis, eficiência energética e tecnologias de captura e armazenamento de carbono.

Como é calculada a captação de carbono pelas florestas?

O cálculo dos créditos de carbono gerados por projetos de reflorestamento baseia-se na capacidade das árvores de absorver e armazenar dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera ao longo do tempo. Esse processo ocorre por meio da fotossíntese, na qual as árvores utilizam a luz solar para converter CO₂ em biomassa vegetal, armazenando o carbono em seus troncos, folhas e raízes.

A taxa de absorção de carbono varia conforme fatores ecológicos e climáticos. O tipo de espécie plantada é um dos principais determinantes dessa capacidade. Árvores de crescimento rápido, como Mogno-Africano (Khaya ivorensis) e Paricá (Schizolobiumamazonicum), capturam grandes quantidades de CO₂ em menos tempo. Já espécies nativas de crescimento mais lento, como a Castanheira-do-Pará (Bertholletia excelsa), oferecem maior estabilidade ao estoque de carbono ao longo das décadas.

Estudos indicam que florestas tropicais maduras podem armazenar entre 150 e 250 toneladas de carbono por hectare, dependendo da densidade da vegetação e do tipo de solo. Em projetos de reflorestamento, essa taxa é menor nos primeiros anos, mas aumenta conforme a biomassa florestal se desenvolve. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), florestas tropicais secundárias podem sequestrar de 3 a 8 toneladas de CO₂ por hectare ao ano, dependendo das condições ambientais.

Exemplo de cálculo de captura de carbono

Para ilustrar o potencial de remoção de CO₂estimado para o projeto da APA Triunfo do Xingu, podemos considerar uma taxa média de 6 toneladas de CO₂ por hectare ao ano, conforme estimativas do IPCC. Multiplicando essa taxa pela área total concedida de aproximadamente 10,3 mil hectares, temos:

6 toneladas de CO₂/hectare/ano × 10.300 hectares = 61.800 toneladas de CO₂ por ano

Considerando um período de concessão de 40 anos, o total de carbono sequestrado seria:

61.800 toneladas de CO₂/ano × 40 anos = 2,472 milhões de toneladas de CO₂

No entanto, com o crescimento contínuo da vegetação e o aumento da taxa de captura ao longo dos anos, especialistas e estudos da Verra, IPCC e do próprio edital de concessão estimam que a restauração da floresta pode chegar a uma média acumulada de 3,7 milhões de toneladas de carbono equivalente ao longo do período do projeto. Esse valor leva em conta fatores como regeneração natural, enriquecimento florestal e melhorias no manejo da vegetação recuperada.

Os passos para a geração de créditos de carbono

Para que os créditos de carbono sejam efetivamente gerados e comercializados, o projeto da APA Triunfo do Xingu precisa seguir um rigoroso processo de certificação e validação. Os créditos só poderão ser comercializados após a implementação do projeto e a comprovação dos benefícios ambientais, o que envolve diversas etapas obrigatórias.

Registro do Projeto – O projeto deve ser cadastrado em um padrão reconhecido internacionalmente, como o Verra (VCS) ou o Gold Standard, para garantir sua credibilidade.

Validação – Especialistas independentes avaliam se o projeto atende aos requisitos de metodologias reconhecidas e se suas estimativas de captura de carbono são realistas.

Implementação – O reflorestamento e as ações de restauração começam efetivamente, com monitoramento contínuo da recuperação da vegetação.

Monitoramento e Verificação – Durante anos, a evolução da floresta será monitorada e auditorias independentes validarão se o carbono está sendo realmente sequestrado conforme previsto.

Emissão dos Créditos – Após verificações e auditorias, os créditos de carbono são oficialmente gerados e podem ser negociados no mercado.

Esse processo completo pode levar de 4 a 7 anos para que os primeiros créditos de carbono possam ser comercializados, conforme experiências de outros projetos semelhantes na Amazônia. Esse período depende de fatores como a velocidade de regeneração da vegetação, o cumprimento dos requisitos técnicos e o tempo necessário para auditorias e validações. Assim, enquanto a recuperação da floresta trará benefícios ambientais e econômicos ao longo dos anos, a geração e comercialização de créditos de carbono exigirá paciência e rigor técnico para garantir sua credibilidade no mercado.

Diversos projetos de carbono na Amazônia já comercializaram créditos de carbono. Por exemplo, em setembro de 2024, a Petrobras adquiriu 175 mil créditos de carbono do projeto Envira Amazônia, localizado no Acre, que visava preservar 39,3 mil hectares de floresta. Além disso, o estado do Pará firmou um acordo histórico em setembro de 2024, vendendo quase R$ 1 bilhão em créditos de carbono para financiar programas de redução do desmatamento.

Esses exemplos demonstram a viabilidade e o interesse crescente no mercado de créditos de carbono na região amazônica.

  • Roberta Mendes é Engenheira Florestal formada pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), com MBA em Gestão Ambiental e Manejo Florestal. Consultora Ambiental e Florestal, possui experiência em certificação de créditos de carbono, regularização ambiental e fundiária, manejo florestal e recuperação de áreas degradadas. Atuou em projetos de reflorestamento, inventário florestal e georreferenciamento, além de gerenciamento de operações de colheita e logística florestal.

Referências

– Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Disponível em: https://www.ipcc.ch

–  Verra – Verified Carbon Standard (VCS). Disponível em: https://verra.org

Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará (Semas). Disponível em: https://www.semas.pa.gov.br

– Projeto Envira Amazônia e comercialização de créditos de carbono. Brasil Agro. Disponível em: https://www.brasilagro.com.br/conteudo/petrobras-comprou-creditos-de-carbono-de-projeto-com-desmate.html

– Acordo do Pará sobre créditos de carbono. Agência Pará. Disponível em: https://www.agenciapara.com.br/noticia/59887/para-assina-acordo-inedito-e-vende-quase-r-1-bilhao-de-creditos-de-carbono

Tags: Consultora florestal e ambientalcrédito de carbonoDestaqueEstado do Parámercado de carbonopreservação e empregosreflorestamentoRoberta Mendes
Previous Post

Segunda edição do ORP coloca o rock paraense em destaque

Next Post

BELÉM – Alba Mariah canta em show na homenagem a Elis Regina

Roberta Mendes

Roberta Mendes

Roberta Souza Mendes é Engenheira Florestal formada pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), com MBA em Gestão Ambiental e Manejo Florestal. Atua como Perita Ambiental , além de Consultora Ambiental e Florestal, com experiência em certificação de créditos de carbono, regularização ambiental e fundiária, geoprocessamento, manejo florestal e recuperação de áreas degradadas. Já atuou em projetos de reflorestamento, inventário florestal e georreferenciamento, além de ter atuado no gerenciamento de operações de colheita e logística florestal. Contato via WhatsApp: +55 91 98357-1838. Perfil no Instagram: @robertaamendes

Related Posts

GOVERNO: Corte de R$ 22,6 milhões da ANM ameaça fiscalização de 43 barragens
Meio Ambiente

GOVERNO: Corte de R$ 22,6 milhões da ANM ameaça fiscalização de 43 barragens

09/06/2026

👉🏻Agência alerta que contingenciamento orçamentário compromete vistorias técnicas e coloca em risco estruturas com potencial impacto em comunidades👉🏻Mesmo com arrecadação...

PARÁ – MPF tenta barrar acordo para venda de crédito de carbono; especialistas e indígenas contestam
Meio Ambiente

PARÁ – MPF tenta barrar acordo para venda de crédito de carbono; especialistas e indígenas contestam

07/06/2026

O Ministério Público Federal (MPF) tenta barrar um acordo internacional para venda de créditos de carbono, anunciado em 2024 pelo...

MARITUBA – aterro pode receber lixo de outros municípios
Meio Ambiente

MARITUBA – aterro pode receber lixo de outros municípios

05/06/2026

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) discutiu nesta terça-feira (2) a possibilidade de ampliar o uso do Aterro...

Fraude bilionária no garimpo: esquema “lava” R$ 18,4 bilhões em ouro ilegal na Amazônia
Meio Ambiente

Fraude bilionária no garimpo: esquema “lava” R$ 18,4 bilhões em ouro ilegal na Amazônia

01/06/2026

Investigação aponta que o sistema de Permissão de Lavra Garimpeira foi capturado pelo crime organizado para esquentar ouro extraído ilegalmente...

Naufrágio do Haidar impulsiona projeto que proíbe transporte marítimo de cargas vivas no Brasil
Meio Ambiente

Naufrágio do Haidar impulsiona projeto que proíbe transporte marítimo de cargas vivas no Brasil

28/04/2026

?Projeto surge em meio a registros de danos ambientais e sociais causados pelo naufrágio que matou 4,9 mil bois no...

Alerta global: risco de super El Niño mobiliza cientistas; Semas contratará brigadistas temporários
Meio Ambiente

Alerta global: risco de super El Niño mobiliza cientistas; Semas contratará brigadistas temporários

22/04/2026

Secas, enchentes e ondas de calor estão entre os impactos estimados caso o fenômeno atinja intensidade recorde Brasília - A...

PARÁ – TCU mantém suspensa  análise de concessão do projeto da Ferrogrão
Meio Ambiente

PARÁ – TCU mantém suspensa análise de concessão do projeto da Ferrogrão

31/03/2026

A decisão do Tribunal de Contas da União não é um detalhe técnico — é um freio necessário diante de...

Câmara acelera projeto que limita embargos e pressiona a fiscalização ambiental
Meio Ambiente

Câmara acelera projeto que limita embargos e pressiona a fiscalização ambiental

21/03/2026

Nos últimos dias, a aprovação do regime de urgência para o Projeto de Lei nº 2.564/2025 pela Câmara dos Deputados...

EXCLUSIVO – Comunidade de Abaetetuba acusa Minerva Foods de crime ambiental; vídeos
Meio Ambiente

EXCLUSIVO – Comunidade de Abaetetuba acusa Minerva Foods de crime ambiental; vídeos

20/03/2026

O que se repete em Abaetetuba não é um episódio isolado — é a continuidade de um histórico preocupante que...

Escândalo ambiental à vista? MPF aponta riscos ignorados e leva batalha à Justiça no Pará
Meio Ambiente

Escândalo ambiental à vista? MPF aponta riscos ignorados e leva batalha à Justiça no Pará

18/03/2026

O Ministério Público Federal voltou à carga — e com argumentos mais afiados — na disputa judicial que pode travar...

Next Post
BELÉM – Alba Mariah canta em show na homenagem a Elis Regina

BELÉM - Alba Mariah canta em show na homenagem a Elis Regina

Redes Sociais

  • 28.3k Followers

Recentes

Lula repete Dilma: Governo usa truques contábeis para esconder R$ 215 bilhões em despesas eleitorais

Lula repete Dilma: Governo usa truques contábeis para esconder R$ 215 bilhões em despesas eleitorais

10/06/2026
VÍDEO – Homem é atingido por oito tiros após briga e criminoso foge

VÍDEO – Homem é atingido por oito tiros após briga e criminoso foge

09/06/2026
VÍDEO: Mototaxistas disputam coxinha na porrada em Belém

VÍDEO: Mototaxistas disputam coxinha na porrada em Belém

09/06/2026
VÍDEO – Homem vê ex com atual, persegue casal e destrói carro

VÍDEO – Homem vê ex com atual, persegue casal e destrói carro

09/06/2026
Ver-o-Fato

Todos os direitos reservados © 2019 VER-O-FATO

Navegação

  • Sobre
  • Anúncios
  • Contato
  • Bodybuilding Insight

Redes Sociais

No Result
View All Result
  • Home
  • Notícias
  • Atualidades
  • Empregos
  • Anúncios
  • Mais…
    • Colunas
    • Ação Política
    • Cidades
    • Política
    • Educação
    • Poder
    • Saúde
    • Viralizou
    • Cultura
    • Entretenimento
    • Famosos
    • Mundo
    • Economia
    • Esporte
    • Mistério & Inexplicável
    • Polícia
    • Ciência & Tecnologia
    • Meio Ambiente
    • Defesa do Consumidor
    • Cultura & Eventos
    • Publieditorial

Todos os direitos reservados © 2019 VER-O-FATO