No clássico de futebol mais jogado do mundo – e nisso, se é que compensa, o paraense deve sentir uma ponta de orgulho – não faltam os velhos ingredientes da provocação entre os torcedores de Remo e Paysandu, muitos deles fanáticos até a medula.
Sem o brilho de uma ascensão da famigerada Série C para a B, como gostariam as duas torcidas, restou o sal da disputa para saber quem irá à final da Copa Verde desta edição de 2019. Uma copa, aliás, cada vez mais boicotada pela própria CBF.
O torcedor é fanático, mas não é burro. Apesar do lance publicitário de jogador desafiar o adversário, falar mal dele e receber o troco em cima da bucha – discussão idiota na qual há torcedores que embarcam – a primeira das duas partidas, nesta tarde de domingo no Mangueirão, não deve lotar o estádio.
Até ontem, segundo os próprios clubes, menos de 13 mil ingressos haviam sido vendidos. A assessoria de imprensa do Paysandu informa que dos 17.500 ingressos que o clube recebeu para comercializar, apenas 6 mil foram vendidos.
No Remo, a coisa caminha no mesmo marasmo. Ou seja, sob a apatia da torcida. A assessoria diz que só 6.500 dos 17.500 foram adquiridos até agora. E olha que os ingressos, até sexta-feira, eram promocionais.
A arquibancada custava R$ 30 e a cadeira, R$ 50. Apesar da venda tímida, quem quiser ir ao estádio, hoje, terá pagar R$ 40 pela arquibancada e R$ 60 pela cadeira.
Para não encalhar os ingressos, o certo seria baixar para R$ 20 o valor da arquibancada e R$ 40, a cadeira. Parece, porém, que os dirigentes dos dois clubes ou não sabem fazer contas ou não querem amenizar os prejuízos. E devem pagar por essa falta de noção.
De qualquer maneira, que seja um jogo vibrante, bem disputado e que vença quem errar menos.
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