Os pais dos alunos da escola municipal São Benedito, no Rio Maruá, em Porto de Moz, sudoeste do Pará, estão indignados com os problemas estruturais na escola. O prédio precisa de reforma, carteiras e mesas estão quebradas e as lousas precisam ser substituídas. Segundo eles, há mais de dois anos eles reclamam, e nada é resolvido. Além disso, falta merenda escolar, e o pouco que chega, é de péssima qualidade. Também não tem gás, o freezer está quebrado, e não tem material de limpeza e nem material escolar para os mais de 30 estudantes. O espaço escolar atende crianças até o 4º ano.
“Eles só mandam produtos inferiores pra merenda, só comida enlatada para as crianças comerem. Além disso, não tem suco e não tem gás pra preparar a comida”, denuncia um dos pais que não quer ser identificado.
Revoltados, os pais fizeram uma manifestação em frente à escola e ameaçam só deixar as aulas começarem depois que os problemas estruturais forem resolvidos. “Estamos em manifestação aqui, e só vai ter aula se o supervisor comparecer aqui com solução. A situação tá feia aqui”, destaca o pai.

Apenas duzentos reais para a merenda e só comida enlatada
O Ver-o-Fato teve acesso à guia de remessa de alimentação escolar para a escola e constatou que o valor em alimentos não chega a R$ 200. Ou seja, não é suficiente para o mês todo e para atender os mais de 30 alunos. “Essa lista é uma vergonha! A gente tem que racionar o alimento pra aguentar até o fim do mês. Além disso, as crianças não aguentam mais comer só alimento enlatado”, denuncia outro pai revoltado.




O Ver-o-Fato entrou em contato com a Secretaria Municipal (Semed) de Educação de Porto de Moz e pediu esclarecimentos sobre esta situação. Segundo o secretário de educação, Marlison Andrews Souza Rodrigues, foram enviados todos os materiais para a escola. Ele se comprometeu a se reunir na próxima segunda-feira (18) com os supervisores e a comunidade.
“Nós temos 90 escolas no espaço rural e não temos como construir todas ao mesmo tempo. Então estamos trabalhando nas escolas que estão mais precárias e, ao longo desses anos, já foram construídas mais de 50 escolas”, disse o secretário.