 |
Os galões continham gasolina utilizada para queimar florestas em área de preservação |
 |
Queimada, destruída, uma parte da floresta vítima de criminosos em São Félix |
Não há mais nenhuma dúvida – e os fatos corroboram isso nas operações que estão sendo realizadas em toda a Amazônia por forças militares do Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia Federal, PM e Polícia Civil, além do Ibama – de que o crime organizado também derruba e incendeia florestas e abana a fogueira da indignação internacional contra o Brasil, em alguns casos de maneira hipócrita, por gente que se atreve a dar lição de moral e ambientalismo depois de ter devastado seus países.
Por aqui, segue a luta contra os criminosos, que estão sendo flagrados e presos em várias regiões da continental Amazônia. Na noite de ontem, por exemplo, durante operação da Polícia Civil do Pará, dezenas de galões de gasolina foram apreendidos dentro da Área de Proteção Ambiental Triunfo do Xingu, conhecida como fazenda Ouro Verde, em São Félix do Xingu, no sul do estado.
Os galões eram usados na queimada da mata existente na propriedade rural. A apreensão ocorreu durante operação policial para cumprimento de mandado judicial de busca e apreensão no interior da área. O delegado da Polícia Civil, Alberone Lobato, que coordena a ação policial, informou que já foram ouvidos funcionários da fazenda, os quais confirmaram que o objetivo do uso do combustível era provocar o incêndio criminoso na floresta.
Mandante foragido
O cumprimento do mandado de busca e apreensão, segundo material distribuído pela assessoria de imprensa da PC, ocorreu por volta de 19 horas, após sete horas de viagem por 190 quilômetros de “estrada de chão”, desde a sede do município, até chegar à área onde está sediada a fazenda.
As investigações apontam que Geraldo Daniel de Oliveira é o suspeito de ter contratado mais de 50 homens para derrubar 20 mil hectares na área de Proteção Ambiental Trunfo do Xingu. Ele está com mandado de prisão decretado pela Justiça e permanece foragido. Ao todo, o grupo já derrubou e tocou fogo em mais de 5 mil hectares de área desmatada na fazenda.
No local, foram encontrados galões de tamanhos diversos, a maioria, com capacidade para armazenar até 200 litros de combustível. Além dos galões, foram encontrados gêneros alimentícios fornecidos por Geraldo aos trabalhadores da fazenda encarregados em fazer as queimadas. Segundo o delegado, os trabalhadores relataram ainda que os galões, aos poucos, eram levados para o interior da mata para provocar a queimada.
Durante o cumprimento da busca e apreensão, no retiro da fazenda, a equipe de policiais civis encontrou dois funcionários na posse de um tambor com gasolina e galões de óleo diesel. O material também foi apreendido. “Vamos permanecer na fazenda para ouvir todos os funcionários”, ressaltou o delegado.
Um engenheiro ambiental de Belém ficou de ser acionado para realizar a perícia ambiental, como forma de materializar as provas do crime para encaminhar ao Ministério Público de São Félix do Xingu. Peritos do Centro de Perícias Renato Chaves também se deslocaram de Belém para a região. Na fazenda, eles coletarão as provas da insanidade criminosa contra as florestas da região. (Do Ver-o-Fato, com informações e fotos da Polícia Civil do Pará)
 |
O Ibama apreendeu motosserras usadas na devastação da mata |
 |
Os funcionários da fazenda confessaram o crime ambiental em depoimento |
Discussion about this post