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Os satélites mostram o tamanho das ações criminosas entre Itaituba ep |
Os desmatadores ilegais e incendiários da floresta amazônica sempre agiram na impunidade, porque se sentem os donos da região e sabem explorar as fragilidades dos grandes vazios demográficos, principalmente a ausência de governos, seja federal ou estadual, com poder para colocar os criminosos na cadeia.
Na região da BR-163 – a rodovia Santarém-Cuiabá – entre Itaituba e Novo Progresso e também na Transamazônica, Altamira e Castelo dos Sonhos, após as denúncias de que o aumento das queimadas, comuns na região nesta época do ano, teria extrapolado as medições feitas por institutos de monitoramento e satélites espaciais, agentes dos serviços de inteligência do Exército e da Polícia Federal desembarcaram no último final de semana. Eles vão intensificar investigações que já começaram, realizar diligências e prender os responsáveis por ações criminosas.
O Ver-o-Fato apurou que alguns nomes de suspeitos que derrubaram e queimaram vastas áreas de mata já foram identificados. A prisão deles seria questão de horas, segundo informou um agente da Polícia Federal. Em Novo Progresso, de acordo com uma fonte do Ver-o-Fato, um homem foi visto em uma caminhonete despejando combustível e ateando fogo em vários locais.
“Ele saía de um local, tacava fogo e logo se dirigia para outra área, um pouco mais distante, para fazer a mesma coisa. Depois, ia para áreas diferentes e também incendiava tudo”, relata a fonte. Um fazendeiro de Novo Progresso descobriu um incêndio em sua propriedade e ficou preocupado, porque não havia autorizado ninguém a fazer aquilo.
O fazendeiro perguntou a um empregado quem era aquela homem, mas este respondeu que nunca tinha visto o sujeito pela região. De acordo com a fonte, há madeireiros e alguns fazendeiros que, irritados com a atuação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), estão incendiando florestas, mas isso acaba prejudicando os produtores que querem trabalhar na legalidade.
“Tem que prender esses assassinos, que matam a floresta e a nossa chance de produzir e sustentar nossas famílias”, declarou ao Ver-o-Fato, por telefone, o produtor que disse chamar-se apenas Enoque, que atua na região de Moraes de Almeida. Ele completou que fazendeiros não envolvidos com queimadas a extração ilegal de madeira chegaram a avisar que o tal “Dia do Fogo”, criado por produtores revoltados com o Ibama, iria também ” prejudicar e queimar os direitos dos que atuam na paz e no respeito às leis ambientais”. Esses, segundo enfatiza, não quiseram ouvir as advertências e agora “os justos vão pagar pelos pecadores”.
Por outro lado, a grande mídia nacional – como “Folha de São Paulo”, “O Estado de São Paulo”, “O Globo”, “Veja” e Rede Globo de Televisão -, diz fonte ligada ao meio militar, não divulga que providências estão sendo tomadas para identificar os locais onde maiores são as queimadas, descobrir autores de eventuais atos criminosos e prendê-los em flagrante. “Muita coisa grave será revelada, é só aguardar”, resume a fonte.
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