A Justiça do Rio manteve a prisão de Érika Vieira Nunes. Ela tentou receber um empréstimo no banco com um homem que já estava morto. Duas pessoas que tiveram contato com Paulo Roberto Braga no dia 16 disseram à polícia que ele estava vivo quando foi transportado até o banco.
Um motoboy que o carregou até o carro disse ter percebido que Paulo ainda respirava e tinha força nas mãos. O motorista de aplicativo disse que Paulo chegou a segurar na porta do carro quando estava sendo retirado. Nas imagens de câmera de segurança da garagem não é possível ver nenhum movimento. I
A defesa diz que Paulo Roberto Braga morreu enquanto estava na agência. Novas imagens revelam que o homem na cadeira de rodas já não fazia nenhum movimento quando entrou no banco e estava na mesma situação em que apareceu diante das funcionárias da agência.
Momentos antes de entrar na agência, Érika Vieira Nunes conduz o tio pelo Calçadão de Bangu, na Zona Norte do Rio. É possível ver que ele já está com o pescoço caído para trás, sem se mexer. Na entrada do banco, a imagem mostra Érika ainda levando um corpo sem reação. Como não é possível entrar pela porta giratória, Érika se encaminha para um acesso lateral.
Ela surge com as duas mãos na cadeira de rodas. Quando se aproxima da entrada, agarra com a mão direita a nuca do tio, algumas vezes move o braço, aparentemente sustentando movimentos da cabeça dele. Assim que o segurança abre a porta, Érika solta o pescoço, que desaba pra trás, e assim entram na agência.
Sobrinha tentou realizar compras dois dias antes do tio falecer
Paulo Roberto ficou internado alguns dias em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no mesmo bairro, para tratar uma pneumonia e teve alta na segunda-feira (15). Debilitado, chegou em uma cadeira de rodas, mas mostrava sinais de interação no local.
Com o avanço das investigações policiais, foi verificado que a sobrinha tentou realizar compras nos dois dias anteriores a morte do tio. Ela esteve com ele em uma loja da financeira Crefisa para tentar a retirada de um empréstimo e um telefone celular com os dados de Paulo Roberto, porém, sem sucesso.
Diante destes fatos, o delegado do caso irá solicitar à Justiça do Rio de Janeiro a quebra do sigilo bancário do idoso. A medida é para verificar se houve alguma movimentação financeira indevida nas contas do aposentado feita pela cuidadora enquanto esteve incapacitado