Dois homicídios e um provável latrocínio foram registrados no interior do Pará de ontem (17) para hoje (18), sendo que em dois casos, os corpos das vítimas foram jogados pelos criminosos em rios. Na manhã desta sexta-feira, a idosa maranhense Rosimar Brandão de Sousa, de 60 anos, foi encontrada morta em casa pelos vizinhos, na Rua Princesa Isabel, no Bairro da Liberdade I, em Parauapebas, na Região carajás, sudeste paraense.
Segundo os vizinhos, uma irmã da idosa, que é especial, disse que a vítima havia sido assassinada. O corpo ensanguentado estava na sala da casa, com marcas de facadas, que provavelmente devem ter sido desferidas pelo criminoso durante a madrugada. De acordo com a polícia, a idosa morava sozinha com a irmã, de quem tomava conta por ser especial, por isso foi descartada a suspeita de feminicídio.
Na manhã de quinta-feira, populares alertados por um cachorro vira-lata encontraram o cadáver em decomposição do idoso Augusto José de Negreiro, de 60 anos, dentro de um igarapé, próximo da Vila Rio Branco, na zona rural de Parauapebas. O corpo estava com os pés e as mãos amarrados.
O homem era muito conhecido na comunidade e estava desaparecido havia mais de 10 dias, depois de vender uma propriedade por mais de 300 mil reais. O corpo apresentava ferimentos na cabeça, provavelmente provocados por pauladas e há suspeita de que ele tenha sido vítima de latrocínio, pois o dinheiro que ele guardava em casa sumiu.
Conforme informações policiais, a casa do idoso estava toda revirada e vários objetos foram levados, além do dinheiro. O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios da 20ª Seccional Urbana de Polícia Civil de Parauapebas.
Na zona rural de Jacundá, na Região do Lago, dois homens se passando por policiais mataram com um tiro no peito o morador ribeirinho Osvaldo Marcos dos Santos, durante a invasão da casa dele, na madrugada de quinta-feira. A mulher da vítima também foi ferida no ataque, mas conseguiu sobreviver.
A mulher, que levou uma coronhada na cabeça, disse que depois de matarem o marido, os assassinos jogaram o corpo dele na represa do Lago de Tucuruí. O casal morava em uma estrada vicinal a cerca de 20 quilômetros da cidade, às margens da represa da Hidrelétrica Tucuruí.
O crime tem característica de execução, segundo a narrativa da mulher da vítima, pois os dois assassinos, após darem uma coronhada na cabela dela com uma espingarda, arrastaram o homem para a beira do lago e um deles disparou no peito da vítima, antes de jogarem o corpo na água.
A Polícia Civil investiga o caso para tentar identificar os criminosos, mas até o momento ninguém foi preso.