Um menino brasileiro de 9 anos teve as pontas de dois dedos da mão esquerda amputadas após ser agredido por colegas dentro de uma escola pública em Viseu, no norte de Portugal. O caso ocorreu na segunda-feira (10/11), durante o intervalo das aulas, e chamou atenção pela gravidade, especialmente após a mãe relatar que episódios de violência anteriores já vinham sendo ignorados.
Segundo a mãe do menino, Nivia Estevam (@niestevam98), ele já relatava agressões recorrentes na Escola Básica de Fonte Coberta — puxões de cabelo, chutes e perseguições — sem que as queixas apresentadas aos professores resultassem em qualquer medida. Ela contou ao portal Opera Mundi que buscava orientação da escola, mas não obteve providências.
Na segunda-feira, dois alunos teriam fechado a porta do banheiro sobre a mão da criança, esmagando os dedos e provocando a amputação imediata. O menino relatou que tentou abrir a porta, sem sucesso, e só conseguiu sair ao se arrastar por baixo dela, pedindo ajuda.
O choque causado pelo ferimento foi tão grande que, segundo o relato, uma funcionária da escola chegou a passar mal ao ver a lesão. Outra servidora precisou prestar o socorro inicial ao menino. A família, que mora a poucos minutos da escola, afirmou que não foi informada da gravidade da situação de imediato.
“Somente quando estávamos chegando ao Hospital São João, no Porto, foi que um dos atendentes da ambulância me disse que 2 dedos no meu filho tinham sido decepados e que era para eu segurar os pedaços que haviam sido coletados na escola. Fiquei em estado de choque, mas me contive para não assustar ainda mais o menino que, a todo momento, me perguntava se conseguiram reconstruir a mão dele. Foram 3 horas de angústia [na cirurgia], até que eu tivesse notícias dele. Infelizmente, porém, não foi possível recompor os dedos, que ficaram sem as partes das unhas. Ele está com dois dedos menores que o normal”, contou Nivia.
A mãe acusa a escola de negligência e falta de transparência, afirmando que o caso está sendo tratado como “coisa de criança”. Ela registrou queixa na polícia e divulgou mensagens que mostrariam mães de outros alunos tentando minimizar o ocorrido, reforçando sua indignação com a forma como a situação vem sendo conduzida.
Em declaração ao jornal Público Brasil, Carlos Silveira, diretor do Agrupamento de Escolas de Souselo — que inclui o colégio onde o menino estuda — teria dito que tomou conhecimento do episódio e que o caso está “em processo de averiguação, tendo sido aberto um inquérito interno, dando cumprimento à legislação em vigor”.















