Um casal foi encontrado morto na manhã desta sexta-feira, (17). O principal suspeito do crime, um empresário de 60 anos, vizinho das vítimas, foi preso pela Polícia Civil. A briga por causa de um muro teria motivado os tiros contra o jovem casal.
As vítimas foram identificadas como Rayane Lins Farias Campos, 38 anos, e Leonardo de Oliveira Campos, 42. De acordo com a polícia, os corpos foram localizados no início da manhã dentro do terreno que eles haviam comprado recentemente. Rayane era servidora pública e atuava como coordenadora do Cadastro Único em uma prefeitura de Goiás. Leonardo trabalhava como coordenador de vendas. O casal havia formalizado a união no ano passado.
Crime ocorreu em condomínio do DF e motivação seria o muro
O caso ocorreu no condomínio Bosque Imperial, na Ponte Alta, região administrativa do Gama, no Distrito Federal.
Segundo moradores, o casal não morava no local e estava fazendo a limpeza do lote após receber uma notificação da administradora por causa do mato alto. Leonardo foi encontrado com uma roçadeira na mão.
Testemunhas relatam que o desentendimento com o vizinho suspeito teria começado por causa de uma discussão sobre um muro entre o terreno do casal e a residência dele.
“Ele arrumava confusão com frequência”, contou um morador que preferiu não se identificar. Vizinhos afirmam que o suspeito mora na região há cerca de 10 anos e já se envolveu em outros conflitos.
Moradores também relataram ter ouvido disparos de arma de fogo por volta das 15h de quinta-feira, (16).
Suspeito tem antecedentes criminais
O homem foi preso na manhã desta sexta-feira por equipes da Divisão de Operações Especiais da Polícia Civil do DF. Ele foi encaminhado para a 20ª Delegacia de Polícia, que investiga o caso.
O delegado responsável informou que o crime está sendo apurado como homicídio qualificado e que o suspeito já tinha histórico de conflito com as vítimas.
De acordo com a polícia, o empresário possui envolvimento em outros três homicídios — o último registrado em 2008 — além de antecedentes por porte ilegal de arma, ameaça e violência contra a mulher.
Mesmo após a prisão, alguns moradores disseram ter medo de falar sobre a convivência com o suspeito.
O caso segue em apuração.














