Neste jogão o Paysandu mostrou para todas as equipes que disputam a competição o peso de sua camisa. Foi um jogo eletrizante e emocionante na Curuzu.
O primeiro tempo com certeza um dos melhores da história da competição começou com o Belo se impondo, achando seus gols e dominando o Paysandu em plena Curuzu. O visitante achou seus gols e depois do segundo tento o Paysandu despertou do nada.
O Bicolor então exibiu toda a sua força, importância na competição e justificou por que carrega uma das camisas mais pesadas desta edição. Ainda na etapa inicial, o time demonstrou garra e força mental impressionantes ao buscar a virada no último minuto dos primeiros 45 minutos.
Na segunda etapa, o Lobo administrou o resultado com inteligência até os minutos finais, quando o jovem destaque bicolor, Thayllon, apareceu para colocar o último prego no caixão do Belo, coroando uma virada que entra para a história do clube e da competição. Que jogo!
Ainda sem vencer em seus domínios na competição, o Paysandu recebeu o Botafogo da Paraíba neste domingo, dia 3, às 19h (horário de Brasília), no Estádio da Curuzu, em Belém, pela 5ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro.
A bola mal havia começado a rolar e o Belo mostrou sua letalidade. Logo aos 3 minutos, no primeiro lance agudo da partida, Felipe Azevedo levantou a bola na grande área; Henrique Dourado, com presença de centroavante, escorou para a pequena área, onde Rodolfo apareceu livre, cara a cara com o gol, para empurrar para o fundo da rede bicolor. Gol frio, precoce, que silenciou a Curuzu e colocou os paraibanos em vantagem: 1 a 0.
O Paysandu estava um “Lobinho” no jogo. Aos 18 minutos, Giovani foi lançado, ele dominou, cortou o zagueiro como quis e tocou no cantinho, sem chances para Gabriel Mesquita. Golaço do Belo! 2 a 0. O Botafogo parecia ser o dono da Curuzu.
Até que aos 23 minutos finalmente o Paysandu despertou. Marcinho, o principal jogador Bicolor, que estava imbernando na partida apareceu com a qualidade que se esperava: ele recebeu a bola e, com visão refinada, colocou um passe na medida para Kleiton Pego. O atacante desviou com precisão e mandou para o fundo da rede visitante. O gol incendiou a Curuzu. 1 a 2.
O jogo ganhou contornos de loucura e o Lobo estava feroz com os gols tomados e queria o resultado a qualquer custo. Aos 26, Edílson foi lançado, ele cruzou rasteiro pra área, o zagueiro do Belo tentou cortar e mandou um gol contra, para o fundo das próprias redes. Foi o gol de empate na Curuzu. 2 a 2. Que jogo!
Acontece que o único e verdadeiro “dono” da Curuzu era o Lobo, que não se conformava com o empate. Estava faminto, e nada menos que os três pontos bastava. No último minuto da primeira etapa, veio a mais do que justa virada: Kleiton Pego recebeu na pequena área e ajeitou para Italo, que, de primeira, mandou para o fundo da rede, colocando o Papão à frente do placar. Era a explosão bicolor, a catarse nas arquibancadas, em uma etapa que vai entrar para a história da competição. Paysandu 3 x 2 Botafogo-PB.
O segundo tempo começou com o Paysandu pressionando o adversário. O Bicolor passou a criar diversas oportunidades e chegou a ter um pênalti reclamado em cima de Ítalo, não assinalado pela arbitragem em um lance bastante duvidoso. A sensação na Curuzu era de que o quarto gol do Lobo poderia sair a qualquer momento.
O tempo passava e, após uma primeira etapa histórica, o segundo tempo apresentava um nível técnico mais baixo e emoções mais contidas. As equipes até ganharam novo fôlego com as substituições dos treinadores, mas o desgaste físico e o gramado pesado reduziram o ritmo da partida. À medida que os minutos avançavam, instalava-se um certo conformismo com o resultado, sobretudo por parte do Paysandu, que até ensaiou buscar o quarto gol no início, mas, com a vantagem no placar, diminuiu a intensidade e burocratizou o jogo.
E quando todos já aguardavam apenas o apito final, ainda houve tempo para o Paysandu colocar o último prego no caixão do Belo. Aos 44 minutos, após um belo lançamento de Quintana — digno de um legítimo camisa 10 —, Thaylon dominou no peito, invadiu a área e soltou um chute cruzado, sem dar a menor chance ao goleiro do Botafogo. Um golaço do garoto, que vai se afirmando como grande promessa. Papão 4 a 2.
Escalaões:
Paysandu: Gabriel Mesquita; Edilson, Quintana, Castro, Bonifazi; Henrico, Caio Mello, Marcelinho; Thayllon, Kleiton Pego e Ítalo. – Técnico: Junior Rocha.
Botafogo- PB: Max Walef, Diogo Matheus (Erick), Júlio Vaz, Saimon (Octávio) e Bull; Jhonata Varela, Dudu Nardini, Igor Maduro e Giovanni; Felipe Azevedo e Rodolfo. Técnico: Marcelo Fernandes
Arbitragem
- Árbitro central: João Vitor Gobi – SP
- Árbitro assistente 1: Daniel Luís Marques – SP
- Árbitro assistente 2: Raphael de Albuquerque Lima – SP
- Quarto árbitro: Klever da Costa Lobo – PA
Renda: R$ 304.150
Público pagante: 7.091
Credenciados: 1.780
Público total: 8.871














