Uma turista viveu momentos de desespero durante uma atração turística no Daguestão, república da Federação Russa, no norte do Cáucaso. A mulher teria sido forçada por instrutores a saltar de um cânion de aproximadamente 80 metros de altura, equivalente a um prédio de 27 andares, mesmo depois de deixar claro que não queria realizar o salto.
O episódio aconteceu na atração Noh’o, localizada no Rio Sulak. Um vídeo obtido pela agência East 2 West mostra a mulher chorando e tentando se afastar da borda enquanto funcionários da empresa responsável pela atividade tentavam convencê-la a saltar.
Turista implorou para não saltar
Nas imagens, a mulher aparece presa a equipamentos de segurança e, aparentemente, tenta desistir da atividade. Enquanto recuava da borda, ela pedia para que os instrutores a soltassem.
“Por favor, não me joguem assim! Me soltem”, teria gritado a turista, segundo a East 2 West.
Em outro momento, ela também implora para não ser lançada. Os instrutores, por sua vez, dizem para que ela se acalme e pare de se debater.
Segundo o relato, os funcionários chegaram a chutar a parte de trás dos joelhos da mulher depois que ela se recusou a se sentar na borda do cânion. Com as pernas cedendo, os instrutores conseguiram impulsioná-la para o salto.
Mulher sobrevive à queda
Apesar da situação, a turista sobreviveu à queda e retornou à plataforma após o salto. De acordo com o relato divulgado pela agência, ela foi questionada novamente se gostaria de realizar a atividade.
“Eu disse não!”, respondeu a mulher ao marido, demonstrando irritação.
Uma testemunha afirmou à East 2 West que o marido da turista teria filmado o episódio enquanto ela era submetida à situação.
Empresa é alvo de investigação
Uma investigação foi aberta para apurar a conduta dos funcionários responsáveis pela atração turística, segundo a East 2 West. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre possíveis punições ou medidas adotadas contra os instrutores envolvidos.
O local já havia sido alvo de outra polêmica envolvendo uma turista. Em um caso anterior, instrutores teriam empurrado uma mulher de uma tirolesa sem que ela estivesse preparada para realizar o salto.
Segundo a Nexta TV, após a queda, a turista foi diagnosticada com uma contusão na medula espinhal e passou a apresentar episódios de paralisia.
O caso reacendeu questionamentos sobre os procedimentos de segurança adotados em atrações de aventura e sobre a necessidade de consentimento dos participantes antes da realização de atividades de alto risco.
Com informações de EXTRA














