Um touro solto em uma rua de Porto Alegre provocou pânico, atacou policiais militares e acabou morto por tiros. O caso ocorreu na quarta-feira (5), na Avenida Nilo Wulff, no bairro Restinga, e foi registrado por uma câmera de segurança de uma residência. As informações são do G1.
Nas imagens, os policiais da Brigada Militar aparecem tentando conter o animal, que corre desorientado pela via. Moradores da região telefonaram para a BM denunciando que o touro estava solto e atacando pessoas.
Segundo a corporação, inicialmente foram usadas armas de incapacitação neuromuscular e munição não letal. Mesmo assim, o touro avançou contra os policiais, ferindo um deles, que precisou ser levado ao hospital. O PM passou por atendimento médico e não corre risco de morte.
Diante da dificuldade de contenção, e após novas investidas do animal, os policiais decidiram usar munição letal. O touro foi abatido. O dono foi localizado posteriormente, afirmou que o animal havia fugido e se comprometeu a retirar o corpo do local.
A decisão de matar o animal suscita dúvidas: era realmente inevitável o uso de munição letal? Em cidades de grande porte, como Porto Alegre, haveria possibilidade de acionar uma equipe especializada em captura de animais de grande porte — como ocorre em casos envolvendo cavalos ou bovinos soltos em áreas urbanas.
A pergunta que fica é se houve avaliação de alternativas seguras, como apoio de órgãos ambientais ou veterinários municipais, antes da execução do touro.
A operação terminou com um policial ferido, um animal morto e uma comunidade traumatizada. O episódio revela o despreparo estrutural do poder público para lidar com situações que envolvem animais soltos em áreas urbanas — e reabre o debate: é preciso atirar para matar quando o Estado falha em oferecer resposta adequada?
IMAGENS DO ATAQUE:















