Nunca, jamais, em tempo algum, se deve contrariar a vontade de alguém que, quando vivo, exige que sua vontade, após morrer, seja respeitada. Tem gente que até registra o último desejo em cartório, com carimbo e firma reconhecida. No inusitado caso que o Ver-o-Fato narra abaixo, não foi preciso nada disso.
Na Vila Boca Nova, localizada na fronteira entre os municípios de Capitão Poço e Garrafão do Norte, no nordeste paraense, José Vieira, também conhecido por “Zé Vieira”, era um homem muito alegre e admirado pela comunidade. Dançarino dos bons, ele adorava um forró, daquele bem arretado.
Muito doente, “Zé Vieira” chamou a família e reiterou a ordem que havia dado dias antes: em vez de choro, não queria lágrimas, gente passando mal perto do caixão. O desejo era que seu velório fosse bem animado.
De preferência, com muito forró, tocado por seu ídolo, o cantor e forrozeiro Antônio Marcos. Missão dada, missão cumprida. Após a morte de “Zé Vieira, ontem, 10, a família chamou o cantor e sanfoneiro para que fizesse o “show” particular, na casa de “Zé Vieira”, ao lado do caixão, como mostram as imagens enviadas ao Ver-o-Fato.
O artista não se negou em atender ao pedido do querido fã. No ambiente, até antes de o enterro sair rumo ao cemitério da vila, rolou muito forró e alegria.
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