A escalada da violência na Região Metropolitana de Belém atingiu um novo patamar de brutalidade nesta sexta-feira (27). Cleiber das Neves Soares, de 51 anos, e seu filho Wenison das Neves Soares, de 29 anos, foram friamente executados a tiros enquanto estavam dentro de um carro, no bairro do Distrito Industrial, em Ananindeua. O crime ocorreu em plena luz do dia, na travessa São Paulo, e deixou moradores aterrorizados diante de tamanha crueldade.
Testemunhas relataram que o veículo das vítimas estava sendo perseguido por dois homens em uma motocicleta. Em uma tentativa desesperada de fuga, Cleiber e Wenison acabaram perdendo o controle do carro. Ainda não está claro se o acidente foi causado pelos disparos ou se os criminosos os alcançaram após a colisão.
O cenário no local foi de choque e desamparo. Equipes da Polícia Militar isolaram a área até a chegada da Polícia Científica, que realizou a remoção dos corpos e a perícia inicial. Enquanto isso, a Polícia Civil iniciou investigações para identificar os autores do crime e esclarecer suas motivações.
Segundo informações apuradas, Wenison possuía antecedentes criminais, incluindo uma prisão por tráfico de drogas em 2016, da qual foi liberado após audiência de custódia. As autoridades ainda não confirmaram se o histórico do jovem está relacionado ao crime, mas esse duplo homicídio traz à tona uma preocupação urgente: a predominância de execuções sumárias na região, muitas vezes ligadas a disputas no submundo do crime.
População à mercê do medo
A sensação de insegurança em Ananindeua e na Grande Belém cresce a cada novo caso de violência. As ruas, que deveriam ser palco da convivência pacífica, têm se tornado territórios de confrontos e execuções em plena luz do dia. Esses episódios não apenas tiram vidas, mas destroem o tecido social ao semear o medo entre os moradores.
Até quando a população terá de viver acuada, refém de criminosos que agem com total ousadia? Onde estão as ações efetivas para frear a criminalidade e devolver aos cidadãos o direito de viver sem temor?
Cobrando respostas das autoridades
Este duplo homicídio é mais um exemplo de que algo precisa mudar, e com urgência. A Polícia Civil, responsável por elucidar o caso, tem a tarefa de trazer respostas, mas o combate à violência demanda mais do que investigações pontuais. É necessário um esforço integrado e incisivo para enfrentar o crime organizado e garantir a segurança pública.
O governador Helder Barbalho e sua equipe de segurança precisam dar explicações à população. Não basta prometer, é preciso agir: mais policiamento nas ruas, inteligência policial que antecipe crimes e políticas públicas que combatam as raízes da violência.
A sociedade paraense clama por paz e justiça. Sem uma resposta firme e eficaz das autoridades, casos como o de Cleiber e Wenison continuarão a somar estatísticas trágicas que alimentam o desespero de quem vive sob o espectro da violência diária.
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