O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu nesta quinta-feira (6) o líder sírio Ahmed al-Sharaa, na Cúpula dos Líderes, encontro que antecede a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá de 10 a 21 deste mês, em Belém.
A recepção gerou forte repercussão política e críticas nas redes sociais, principalmente após a revelação de que al-Sharaa teria histórico de envolvimento com o grupo terrorista Al-Qaeda.
De acordo com informações divulgadas pela BBC, Ahmed al-Sharaa teria se unido à Al-Qaeda no Iraque após a invasão norte-americana em 2003.
À época, o grupo recebeu apoio indireto dos Estados Unidos, que buscavam aliados locais na guerra contra o regime de Saddam Hussein. O conflito levou à queda do presidente iraquiano e à dissolução do Partido Baath, mas também ao fortalecimento de grupos extremistas na região.
Em 2010, al-Sharaa foi preso por forças americanas em uma base próxima à fronteira com o Kuwait. Segundo o relato da BBC, durante sua detenção ele teria tido contato com jihadistas que mais tarde fundariam o Estado Islâmico (EI), incluindo Abu Bakr al-Baghdadi, que se tornaria o líder máximo da organização terrorista.
A presença de Ahmed al-Sharaa em Belém, ao lado de Lula, provocou críticas de políticos da oposição, que consideraram “imprudente” a aproximação do governo brasileiro com uma figura envolvida em episódios ligados ao terrorismo. Hoje, o líder sírio tenta se aproximar do Ocidente, vendendo a imagem de moderado e”democrata”.
Quem acredita nessa narrativa?















