Um vídeo que circula nas redes sociais tem chamado a atenção — e preocupado especialistas — ao mostrar um influenciador digital brincando com uma lacraia, chegando a colocar o animal sobre a própria cabeça enquanto afirma ter experiência com esse tipo de situação. Durante a gravação, o criador de conteúdo demonstra aparente tranquilidade, mesmo em momentos em que o animal se movimenta próximo ao rosto, gerando tensão entre os espectadores.
Em diversos trechos, é possível observar que o influenciador fica muito próximo de ser picado, o que aumentou ainda mais a repercussão nas redes. O vídeo viralizou rapidamente e atraiu uma enxurrada de comentários, muitos deles em tom de humor e incredulidade. Um usuário identificado como “naldinfilho” escreveu: “Esse entra no Irã com a bandeira de Israel”. Já “eo_santo0ss” comentou: “Kkkk uma risada dessa dentro do mato de noite é trauma pra vida toda ?”. Outro perfil, “goncalves_.2k26”, publicou: “Esse cara atentou satanás 40 dias no deserto”.
Apesar do tom descontraído de parte do público, especialistas alertam que a prática é perigosa. Diferente do piolho-de-cobra, a lacraia é um animal peçonhento e possui ferrões (forcípulas) capazes de inocular veneno. A picada pode causar dor intensa, inchaço, vermelhidão e, em alguns casos, sintomas mais graves, como febre, náuseas e reações alérgicas. Em situações raras, principalmente em crianças, idosos ou pessoas sensíveis, pode haver complicações que exigem atendimento médico imediato.
Além dos riscos diretos, há também a possibilidade de acidentes indiretos. Um movimento inesperado da lacraia pode provocar susto e levar a reações bruscas, como quedas ou ferimentos. Outro ponto levantado por especialistas é o impacto sobre a fauna: manipular animais silvestres sem necessidade pode causar estresse e comprometer seu comportamento natural.
Casos como esse reacendem o debate sobre os limites do conteúdo produzido para redes sociais. A busca por engajamento e visualizações tem levado influenciadores a situações de risco, muitas vezes interpretadas como inofensivas pelo público — especialmente por crianças e adolescentes, que podem tentar imitar o comportamento.
Autoridades e profissionais da área ambiental reforçam que o contato com esses animais deve ser evitado. Ao encontrá-los, a recomendação é manter distância e nunca tentar manipulá-los sem conhecimento técnico, priorizando sempre a segurança e a preservação da fauna.















