Um ex-tenente-coronel do Exército Brasileiro voltou a ser alvo de investigação após a esposa descobrir imagens manipuladas da própria filha e de amigas armazenadas em dispositivos eletrônicos. O caso envolve Luiz Eduardo Fonseca, que já havia sido expulso das Forças Armadas após condenação por crimes relacionados à pornografia infantojuvenil.
Segundo as informações, a descoberta ocorreu depois que a mulher passou a desconfiar de uma possível traição e decidiu verificar o celular e outros dispositivos usados pelo então marido. Durante a busca, ela encontrou imagens comprometedoras que, conforme a investigação, teriam sido manipuladas com o uso de inteligência artificial.
Entre os arquivos encontrados estavam imagens da enteada do ex-militar, que teriam sido alteradas desde quando ela tinha 10 anos, além de fotografias de amigas da jovem. Ao ser confrontado, Luiz Eduardo teria afirmado inicialmente que havia sido vítima de um ataque hacker, mas posteriormente confessado ter manipulado as imagens.
O ex-tenente-coronel havia se mudado para São Paulo após perder o posto e a patente no Exército. Antes da descoberta dos novos arquivos, ele havia relatado à esposa que enfrentara problemas envolvendo menores durante o período em que vivia no Rio de Janeiro.
No entanto, a mulher descobriu posteriormente que o ex-militar havia sido condenado pelo Superior Tribunal Militar por crimes relacionados à pornografia infantojuvenil, decisão que resultou em sua expulsão das Forças Armadas.
A defesa de Luiz Eduardo afirma que não existem processos nos quais a esposa seja apontada como vítima direta dos atos atribuídos a ele. Os advogados também sustentam que o ex-militar colaborou com a Justiça durante os procedimentos anteriores.
O caso agora deve ser analisado pelas autoridades responsáveis pela nova investigação. Especialistas alertam que, caso as novas acusações sejam confirmadas judicialmente, uma eventual reincidência poderá ser considerada na definição de uma possível pena.
A investigação chama atenção para o uso criminoso da inteligência artificial na manipulação de imagens, prática que tem levantado debates sobre privacidade, proteção de crianças e adolescentes e a responsabilização de pessoas que produzem ou compartilham conteúdos falsificados.
Com informações de R7














