Uma cobra da espécie sucuri, de aproximadamente 3 metros de comprimento, atacou uma cadela neste domingo (8) no 53º BIS, em Itaituba. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram a tentativa de libertar a cachorra do abraço mortal da sucuri que se enrolou tentando sufocar e imobilizá-lá.
Ao verem a situação, os militares conseguiram elaborar uma estratégia para salvar o animal, que já estava enrolado pela cobra. A cadela passou por massagem cardíaca para reanimar.
Após a ocorrência, os militares acionaram os órgãos competentes para realizar a retirada da cobra das dependências do batalhão e conduzi-la para a floresta.
“Fui acionado devido os gritos da cadela. Ela já não estava dando sinal de vida, estava embaixo d’água, a gente a puxou pelas patas para fora, já era o segundo cachorro que a cobra iria levar e como era meu serviço, fui lá. Na hora que estava desenrolando, vi que tinha sinal de vida, os cabos ficaram na contenção, fiz a massagem cardíaca e ela começou a ter espasmos, abriu os olhos e saiu correndo”, detalha o sargento Danton, que, depois do susto, adotou e deu nome de Mel para a cadelinha.
“Eu raciocinei que não adiantava tirar o cachorro da boca da serpente e deixar na mesma situação de rua. Essa foi a melhor opção, tem espaço na casa, temos outros dois cachorros, falei com a minha esposa, contei a história dela ter voltado da morte e resolvi adotar”, disse ainda o sargento.
O 53° Batalhão de Infantaria de Selva ressaltou, ainda, que os militares atuaram de maneira rápida, precisa e eficiente, adotando medidas imediatas de salvamento da cadela. A ação foi conduzida de forma cautelosa e técnica, sem prejuízo à integridade do animal silvestre.
Considerando a legislação ambiental vigente e as competências legais relativas aos procedimentos a serem adotados — especialmente no que se refere à destinação, manejo, soltura em habitat apropriado ou eventual recolhimento do animal por órgão competente —, o Comando do 53º Batalhão de Infantaria de Selva (53º BIS) solicitou apoio ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para as providências cabíveis.
Os militares que servem no ambiente amazônico possuem o treinamento de ofidismo como capacitação para atuar no ambiente de selva. A preparação faz parte do Estágio de Adaptação à Vida na Selva (EAVS) e do Curso de Operações na Selva (COS) e permite aos combatentes terem o conhecimento sobre serpentes peçonhentas, a identificação dessas serpentes e os primeiros socorros às vítimas, garantindo a segurança dos militares em um ambiente de selva e alto risco.















