A tarde deste sábado (22) em área do estádio Baenão virou palco de pânico e humilhação. Dois homens armados invadiram a loja oficial do Clube do Remo, renderam clientes e funcionários, e fugiram levando roupas oficiais, dinheiro, celulares e objetos pessoais. As imagens de segurança, que já circulam, mostram a frieza da ação — um retrato alarmante da escalada de violência que afronta até mesmo espaços tradicionais e simbólicos de Belém.
Os criminosos chegaram às 14h50 em uma motocicleta. O primeiro, sem capacete e vestindo a camisa do próprio Remo, entrou fingindo ser cliente. Ninguém suspeitou. Segundos depois, o comparsa entrou de capacete, camisa preta e anunciou o assalto. Em questão de instantes, dez pessoas — entre funcionários e clientes — foram encurraladas atrás do balcão, sob mira de armas.
Enquanto um recolhia celulares, dinheiro e pertences, o outro vasculhava a loja e enchia mochilas com roupas oficiais. Em um momento que evidencia o caos, um cliente entra tranquilamente no espaço sem notar o assalto em andamento — e imediatamente é rendido pelos criminosos.
Depois de recolher tudo o que podiam, a dupla fugiu de motocicleta. Parte da venda de ingressos para o jogo decisivo contra o Goiás, neste domingo, 23, teria sido levada, mas isso ainda não foi confirmado.
O Clube do Remo, em nota, destacou que a loja é uma franquia e que a segurança do espaço é responsabilidade da administração da própria loja. “O Clube se solidariza com os funcionários e clientes vítimas dessa violência”, afirmou, acrescentando que está colaborando com as autoridades.
A Polícia Civil, por sua vez, informou que o caso está sendo investigado pela Delegacia do Marco. Testemunhas já foram ouvidas e as imagens das câmeras estão sendo analisadas para identificar os dois suspeitos.
O assalto dentro do Baenão, um dos locais mais emblemáticos para a torcida azulina, é um choque que ultrapassa o prejuízo material. Mostra como a criminalidade perdeu qualquer freio, avançando sobre espaços públicos e privados, independentemente de sua importância simbólica.
E escancara, mais uma vez, a fragilidade da segurança em áreas de grande circulação. O episódio exige resposta firme, investigação rápida e, sobretudo, medidas capazes de evitar que a violência continue crescendo sem qualquer limite.
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