Durante a “Operação Guaicuru”, realizada hoje, a Polícia Federal no Pará prendeu duas lideranças indígenas sob acusações de crimes diversos, incluindo tentativa de homicídio, associação criminosa, milícia privada e posse ilegal de arma de fogo. A PF, que faz investigação sigilosa sobre o caso, não divulgou os nomes dos dois presos.
O Ver-o-Fato apurou que se trata do cacique Paratê Tembé e do líder também indígena, Marques Tembé. O cacique Paratê foi preso na tarde de hoje, 29, no aeroporto de Belém, por uma equipe da PF, com apoio da Polícia Civil, quando se preparava para ir para a cidade de São Paulo. Segundo uma fonte, ele não opôs qualquer resistência.
Já Marques Tembé foi preso na BR-010 (Belém-Brasília), próximo da cidade de Mãe do Rio. Ele foi parado por homens da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que o entregaram à PF. Ambos estão na sede da PF, em Belém.
A PF entrou no caso e já levantou muitas informações sobre conflitos recentes entre povos tradicionais do município de Tomé-Açu e na região do Vale do Acará, inclusive violência entre grupos indígenas, que disputam plantações de dendê e terras..
Segundo informa a PF, o mandado de prisão de Paratê Tembé foi cumprido no Aeroporto Internacional de Belém, por volta das 11 horas, quando ele estava a caminho de São Paulo. Além das acusações relacionadas aos conflitos locais, Paratê Tembé também é investigado por ameaças a servidores do Ibama.
A segunda liderança indígena, Marquês Tembé, foi detida pela Polícia Rodoviária Federal na rodovia BR 010, a caminho de Tomé-Açu, por volta das 16 horas. A prisão foi realizada com base em informações apuradas pela PF e pela Polícia Civil.
Apontam as investigações que a dupla de indígenas se valia de suas condições de lideranças para cometerem diversos crimes, inclusive contra a própria comunidade indígena. Os conflitos na região envolvem disputas entre os Tembés e também com quilombolas, principalmente relacionadas a terras produtivas de dendê.
A Operação Guaicuru tem como objetivo restabelecer a ordem pública na região de Tomé-Açu, buscando resolver os conflitos que afetam as comunidades tradicionais. As disputas territoriais não apenas entre os Tembés, mas também com outros grupos, têm gerado um cenário de instabilidade que a operação visa sanar.
A Polícia Federal destacou a importância de combater crimes cometidos por lideranças que deveriam proteger e representar suas comunidades, reforçando o compromisso com a segurança e a justiça para todos os envolvidos.
A expectativa é que a ação contribua para a pacificação da região e a promoção de um convívio harmonioso entre os diferentes grupos étnicos e tradicionais em Tomé-Açu, Acará, Moju e região.. (Do Ver-o-Fato, com informações da comunicação da PF)















