Um forte terremoto de magnitude 7,8 atingiu a ilha de Mindanao, nas Filipinas, na segunda-feira, correspondente à noite de domingo (7) no horário de Brasília. De acordo com informações do Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ), o tremor provocou a queda de prédios na região e levou à emissão de alertas de tsunami para áreas do país e também para a vizinha Indonésia.
Vídeos registrados após o terremoto mostram prédios desabando durante o forte abalo sísmico. O fenômeno teve impacto significativo na região, resultando em vítimas e danos estruturais.
Segundo autoridades de Manila, o terremoto deixou 32 pessoas mortas e outras 129 feridas. O balanço foi divulgado após a ocorrência do tremor, que mobilizou equipes de monitoramento e resposta a emergências.
Inicialmente, o alerta emitido apontava que o terremoto havia atingido magnitude 8,2. No entanto, o dado foi posteriormente revisado pelo instituto alemão, que confirmou a magnitude de 7,8.
Além dos danos causados pelo abalo, um alerta de tsunami chegou a ser ativado para regiões das Filipinas e da Indonésia. A agência sismológica filipina informou que foram identificadas ondas de tsunami de diferentes alturas em seis estações de monitoramento. A maior delas alcançou 1,4 metro de altura.
O GFZ informou ainda que o epicentro do terremoto ocorreu a uma profundidade de 10 quilômetros (6,2 milhas). A pouca profundidade do tremor contribuiu para que seus efeitos fossem sentidos com maior intensidade na superfície.
Mindanao, local atingido pelo terremoto, é a segunda maior ilha das Filipinas em extensão territorial. Situada no sul do arquipélago, ela possui 27,3 milhões de habitantes, o que a torna a sétima ilha mais populosa do mundo.
As Filipinas estão localizadas em uma área conhecida como “Anel de Fogo”, uma extensa região formada por vulcões e fossas oceânicas que circundam parcialmente a Bacia do Pacífico. Essa área é considerada altamente propensa à ocorrência de terremotos e outros eventos sísmicos de grande magnitude.
O que é magnitude?
A magnitude representa a quantidade de energia liberada no epicentro de um terremoto. Essa medida é calculada pela escala Richter, que possui característica logarítmica. Isso significa que cada aumento de um ponto na escala corresponde a uma liberação de energia aproximadamente 32 vezes maior do que a do nível anterior.
Embora não exista um “limite teórico absoluto” para a magnitude de um terremoto, cientistas estimam que, nas condições atuais da crosta terrestre, o maior tremor possível teria magnitude entre 9,5 e 10.
O terremoto mais forte já registrado oficialmente ocorreu no Chile, em 1960, quando atingiu magnitude 9,5, permanecendo até hoje como o maior evento sísmico documentado pelos registros modernos.















