Um homem identificado como Antonio Felipe da Costa Teodoro, de 35 anos, foi preso no início da tarde desta sexta-feira (21), suspeito de envolvimento na morte do motociclista por aplicativo David Vitor Nunes Nascimento, de 21 anos, assassinado durante uma tentativa de roubo no bairro do Guamá, em Belém.
David foi morto a tiros na manhã de quinta-feira (20), na Vila Primavera, nas proximidades da passagem São Lázaro. Segundo a Polícia Civil, Antonio Felipe foi localizado na Rua dos Mundurucus, no bairro da Condor, enquanto estaria se preparando para deixar o local.
Inicialmente, o crime foi tratado como latrocínio, que é o roubo seguido de morte. As investigações, no entanto, continuam para esclarecer a dinâmica do assassinato, a motivação dos envolvidos e a participação de outras pessoas.
De acordo com a Polícia Civil, Antonio Felipe é apontado como um dos executores da ação. No momento da prisão, os investigadores encontraram com ele diversos medicamentos, que seriam utilizados para tratar um ferimento na perna. A polícia acredita que o suspeito tenha sido baleado por uma terceira pessoa no mesmo dia da morte de David.
Um dos principais elementos que ajudaram a investigação foi um celular deixado no local do crime. O aparelho teria caído durante a fuga de um dos envolvidos e foi encontrado por um familiar de David, que posteriormente entregou o telefone à Polícia Civil. A partir das informações obtidas no aparelho, os investigadores conseguiram chegar à identificação de Antonio Felipe.
Durante a prisão, o suspeito não informou onde estaria a arma utilizada no assassinato. Policiais realizaram buscas para tentar localizar o armamento, mas não conseguiram encontrá-lo.
Segundo o delegado Silvio Garcia, as diligências começaram ainda na manhã de quinta-feira, logo após o crime. A investigação trabalha, neste momento, com a hipótese de latrocínio, principalmente porque as imagens de câmeras de segurança mostram que os criminosos demonstraram interesse na motocicleta da vítima.
As gravações registraram o momento em que um dos suspeitos corre em direção a David, que estava de costas sobre a motocicleta. O jovem é atingido por disparos, cai no chão e, posteriormente, os criminosos levam o veículo e outros pertences.
Em outro trecho das imagens, um dos suspeitos pergunta ao comparsa se ele havia conseguido pegar a motocicleta. Para a polícia, a sequência registrada pelas câmeras será importante para esclarecer por que os disparos foram efetuados antes da fuga com o veículo.
A Polícia Civil, entretanto, não descarta outras possibilidades e deverá aprofundar as investigações para esclarecer completamente a motivação do crime.
Conforme a Polícia Civil, Antonio Felipe possui antecedentes criminais e já respondeu por diferentes ocorrências, incluindo registros relacionados a tráfico de drogas, roubo e ameaça.
Ainda segundo os investigadores, o suspeito havia deixado recentemente de utilizar tornozeleira eletrônica após o encerramento de uma pena. A polícia afirma que ele possui histórico criminal.
David Vitor Nunes Nascimento tinha 21 anos e trabalhava como motociclista por aplicativo. Na manhã do crime, ele havia saído de casa e seguia para uma academia antes de iniciar as corridas do dia.
Por volta das 6h, ele foi surpreendido pelos criminosos enquanto estava sobre a motocicleta. As imagens de segurança mostram a abordagem e os disparos que atingiram o jovem.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas os profissionais constataram que David já estava morto quando chegaram.
Policiais do 37º Batalhão da Polícia Militar isolaram a área e acionaram equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica. Após o crime, foram realizadas buscas na região, mas os demais envolvidos não foram encontrados.
David era pai de duas meninas e, segundo familiares e moradores, utilizava o trabalho como motociclista para ajudar no sustento da família.
A Polícia Civil continua as diligências para localizar outros possíveis envolvidos e esclarecer todos os detalhes do caso. Informações que possam ajudar na identificação dos suspeitos podem ser repassadas anonimamente pelo Disque-Denúncia, no número 181.















