O Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (18), o requerimento do senador Zequinha Marinho (PODE) que pede um voto de repúdio ao chanceler alemão, Friedrich Merz, pelas falas contra a cidade de Belém.
Merz esteve na capital paraense durante os primeiros dias da COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025). Ele afirmou que os alemães ficaram “contentes” em ir embora.
O voto de repúdio contra o chanceler recebeu o apoio do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (UNIÃO/AP).
Segundo Merz, ao perguntar quem gostaria de permanecer em Belém, “nenhum levantou a mão”.
Para o senador paraense, as declarações “não são apenas infelizes”, mas carregam “um tom xenófobo e preconceituoso, que desrespeita não apenas a cidade de Belém, mas todo o povo brasileiro e, sobretudo, a Amazônia, região que é patrimônio da humanidade”.
O requerimento aprovado pelo Senado será encaminhado ao governo alemão como manifestação oficial de repúdio às declarações do chanceler.
Representante do Greenpeace se manifesta
O representante do Greenpeace presente em Belém diz que Merz deve pedir desculpas por fala sobre a cidade.
Martin Kaiser afirma que a delegação alemã sentiu ‘vergonha alheia’ com declaração do chanceler.
O diretor do Greenpeace destacou atmosfera de unidade na COP30 e cobra retratação de Merz.
Com a palavra, Lula
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu nesta terça-feira (18) a fala do chanceler alemão.
Durante discurso no interior do Tocantins, Lula disse que Merz deveria ter aproveitado a cultura e a culinária paraenses durante a visita ao Brasil. E afirmou que Berlim, capital da Alemanha, não oferece 10% da qualidade de Belém.
“O primeiro-ministro da Alemanha [Merz] esses dias se queixou: ‘Ah eu fui em Belém, mas voltei logo porque eu gosto mesmo é de Berlim’. Ele, na verdade, deveria ter ido em um boteco no Pará, deveria ter dançado no Pará, ele deveria ter provado a culinária do Pará, porque ele ia perceber que Berlim não oferece para ele 10% da qualidade que oferece o estado do Pará e a cidade de Belém. E eu falava toda hora, coma maniçoba”, disse Lula.















