Que belo “presente” de início de ano o governo Lula reserva aos aposentados e pensionistas do INSS em 2026. Um reajuste que mais parece uma bofetada na cara de milhões de idosos que já foram vilipendiados o suficiente. Não bastou terem sido estupidamente roubados por uma organização criminosa com tentáculos fincados no coração do próprio governo atual – sim, aqueles escândalos que todos conhecem, mas fingem esquecer.
Agora, vem o golpe final: um “reajuste” que penaliza com força brutal quem ousou receber acima do salário mínimo, aprofundando uma defasagem que corrói o poder de compra como um câncer silencioso. É um absurdo completo, uma crueldade institucionalizada que transforma a aposentadoria em uma sentença de miséria progressiva.
Vejam só os números, frios e impiedosos: benefícios acima do piso recebem míseros 3,9% de correção, enquanto o IPCA – a inflação oficial do país – acumula 4,26%. Isso não é reajuste, é confisco disfarçado. Milhões de aposentados acordam com menos dinheiro no bolso do que no ano anterior, em termos reais, lutando para pagar contas que sobem mais rápido que suas pensões minguadas.
E o índice usado? O INPC, que convenientemente fica abaixo da inflação real, garantindo que o arrocho se perpetue. Para o presidente da Associação Democrática dos Aposentados e Pensionistas do Vale do Paraíba (Admap), Adilson dos Santos, o Índio, isso é inaceitável: “Eles não se contentaram apenas em desvincular os reajustes do salário mínimo a todos os aposentados e pensionistas. Agora, nem a inflação oficial do país é coberta. Isso reforça a necessidade de uma mobilização nacional para pressionar o governo e o Congresso a reverterem essa injustiça”.
Palavras duras, mas precisas – e que ecoam o desespero de quem vê sua dignidade ser esmagada.
Até o mínimo é piada
Enquanto isso, quem recebe o salário mínimo ganha 6,79%, elevando o piso para R$ 1.621. Mas até isso é uma piada de mau gosto: A Admap já matéria mostrou que deveria ser 7,72%, não fosse o arcabouço fiscal de Lula, que rouba R$ 182 por ano de cada trabalhador ou aposentado. É como se o governo dissesse: “Aqui, tomem migalhas, mas só para os mais pobres – os outros que se virem com perdas reais”.
Essa política de reajustes inferiores à inflação para quem ganha mais que o mínimo é recorrente, sim, e é bem verdade que vem de governos anteriores, como um legado podre herdado de Temer e Bolsonaro. Mas no governo Lula, ela se intensificou como nunca: promessas de valorização evaporam no ar, enquanto o equilíbrio das contas da Previdência serve de desculpa esfarrapada para sacrificar os vulneráveis.
Economistas palacianos justificam a desvinculação como “necessária”, mas para quem? Para os bancos e elites que lucram com o superávit, enquanto mais de 60% dos beneficiários no piso nacional são usados como escudo político.
A defasagem histórica é uma chaga aberta: por lei, benefícios acima do mínimo seguem só o INPC, sem o bônus do PIB que engorda o mínimo em tempos de crescimento. Resultado? Ano a ano, o teto do INSS chega a R$ 8.475,55 com um reajuste pífio, enquanto o custo de vida explode.
Confederações e sindicatos calculam perdas acumuladas em décadas, mas o que faz o atual governo? Continua o massacre, agravando a injustiça sob o manto de “responsabilidade fiscal”. É cruel, é desumano, é um tapa na face de quem contribuiu uma vida inteira para ser jogado à sarjeta.
Esse “reajuste” não é presente – é veneno puro, servido por um governo que prometeu esperança, mas entrega apenas mais dor.















