Uma cena incomum ganhou grande repercussão nas últimas horas e viralizou nas redes sociais: Yuri de Carvalho da Silva, camisa 18 do Goytacaz, entrou em campo utilizando uma tornozeleira eletrônica durante o empate contra o Macaé, no jogo de ida da final da Série B2 do Campeonato Carioca. A situação rapidamente se tornou uma das principais notícias do portal GE nesta terça-feira (2) e também foi destaque no jornal A Bola, de Portugal.
Yuri entrou na partida aos 25 minutos do segundo tempo, no duelo realizado no Estádio Cláudio Moacyr, o Moacyrzão, em Macaé. Nas imagens divulgadas, é possível identificar a tornozeleira eletrônica coberta pelo meião azul na perna esquerda do atleta, que veste a camisa 18. Aos 30 anos, Yuri disputou toda a Série B2 com o dispositivo preso ao tornozelo.
A trajetória recente do jogador inclui um período de sete anos encarcerado. Yuri de Carvalho foi preso em 2018 por tráfico de drogas e cumpriu pena na Casa de Custódia Dalton Crespo de Castro, em Campos dos Goytacazes. Em maio deste ano, ele teve reconhecido o direito à progressão de regime e deixou a unidade prisional para seguir o restante da pena com o uso da tornozeleira eletrônica.
Em entrevista ao Manchete RJ, o vice-presidente do Goytacaz, Leandro Nunes, saiu em defesa do atleta e destacou o processo de reinserção social pelo qual ele vem passando.
“O tom da conversa é a ressocialização. É dar oportunidade, trazer para dentro quem está disposto a viver essa reestruturação na vida também, não é só sobre o clube. E, cá entre nós, o menino é bacana para caramba. Teve o erro dele e pagou. Estamos cuidando dele, até com tratamento dentário. Então, assim, faz parte. Nosso intuito é ressocializar”, afirmou Leandro.
O episódio reacendeu debates sobre reintegração social de ex-detentos no esporte e chamou atenção para o papel dos clubes em oferecer novas oportunidades a quem busca reconstruir a vida.















