E foi um verdadeiro jogão no Mangueirão.
O primeiro tempo começou exatamente como se imaginava: com o Bahia desesperado para abrir o placar e pressionando desde os minutos iniciais. A insistência baiana deu resultado cedo, quando o time visitante conseguiu sair na frente. Mas o Remo não demorou a responder e tratou de jogar o primeiro balde de água fria nas pretensões do adversário. Ainda antes do intervalo, o Leão Azul buscou o empate e recolocou fogo no confronto.
Na segunda etapa, porém, só deu Bahia. O time baiano empilhou chances desperdiçadas, parou em uma atuação inspiradíssima de Marcelo Rangel e pressionou sem descanso. O Remo parecia acuado, preso no campo de defesa e sobrevivendo à base de resistência e entrega.
Parecia.
Porque, quando tudo indicava que o Bahia encontraria o caminho do gol a qualquer momento, o Leão Azul apareceu novamente para despejar outro balde de água fria — e da forma mais cruel possível. Já nos acréscimos, o Remo encontrou o gol da vitória e transformou o Mangueirão em um caldeirão em êxtase.
Foi mais um capítulo de um confronto em que, em 2026, o Remo entrou definitivamente na cabeça do Bahia. O Leão venceu todos os encontros entre as equipes na temporada e escreveu mais uma noite histórica diante da torcida azulina.
Com enorme vantagem construída no jogo de ida — podendo até perder por um gol de diferença — o Remo recebeu o Bahia na noite desta quarta-feira (13), às 21h30, no Estádio Mangueirão, em Belém, pelo duelo de volta da quinta fase da Copa do Brasil.
A partida começou exatamente como se imaginava: o Bahia, pressionado pela necessidade do resultado, tomou a iniciativa, manteve a posse de bola e tentou sufocar o Remo desde os primeiros minutos. Mas o Leão Azul mostrava organização defensiva, linhas compactas e inteligência para explorar os erros do adversário, levando perigo em praticamente todas as descidas ao ataque. O jogo era intenso, movimentado e com clima de decisão.
Até que, aos 21 minutos, a pressão baiana finalmente deu resultado. Em cobrança de escanteio perfeita de Everton Ribeiro, Erick subiu mais alto que toda a defesa azulina e cabeceou firme para o fundo das redes. Sem chances para a defesa remista. Bahia 1 a 0 no Mangueirão.
Depois de sofrer o gol, o Remo mudou completamente a postura em campo. Empurrado pela torcida no Mangueirão, o Leão Azul passou a pressionar o Bahia de maneira intensa, encurralando o adversário no campo de defesa e transformando o jogo em uma verdadeira blitz ofensiva.
E toda essa pressão acabou premiada aos 34 minutos. Em uma bela trama pelo lado direito do ataque, Alef Manga avançou e cruzou rasteiro para Patrick. O atacante finalizou firme, mandando a bola para o fundo das redes do Bahia e fazendo o Mangueirão explodir em festa. Era o empate azulino: 1 a 1. Placar que deixava o Leão novamente confortável no confronto.
Depois do empate, a partida perdeu intensidade e ficou mais equilibrada, mas também muito mais morna. As duas equipes diminuíram o ritmo, passaram a trocar passes sem tanta agressividade e pouco aceleravam as jogadas ofensivas. O jogo parecia entrar em um momento de respiro, como se os jogadores aguardassem apenas o apito final da primeira etapa.
Sem grandes emoções nos minutos finais, o confronto seguiu travado até o intervalo, com o placar marcando 1 a 1 no Mangueirão.
O segundo tempo começou com o Bahia colocando fogo no jogo, acuando o Remo em seu campo de defesa e pressionando o dono da casa. Até que aos 8 minutos, em bela trama no lado direito do ataque do Bahia, a bola é cruzada e Everaldo mando pro fundo do gol Remista. Foi a virada dos baianos. Mas após a revisão do VAR, o juiz viu mão na jogada e anulou o gol do Bahia. – seguia 1 a 1 no placar.
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E só dava Bahia. Os baianos chegavam a todo instante, empilhando chances e pressionando o Remo dentro do próprio campo. Mas muito da resistência azulina passava pelas mãos de Marcelo Rangel. O goleiro remista fazia uma atuação gigantesca e ia se transformando em um dos grandes nomes da noite, salvando o Leão em sequência com defesas decisivas.
O jogo era um verdadeiro retrato do futebol brasileiro em noite de Copa: catimba, tensão, emoção e pressão incessante do time que precisava buscar o resultado. O Bahia dominava completamente o segundo tempo e sufocava o Remo. Naquele momento, imaginar que a partida terminaria empatada em 1 a 1 parecia pura loucura.
O cenário da partida seguia o mesmo: o Bahia pressionava sem parar e ocupava o campo ofensivo a todo instante. Quando não desperdiçava oportunidades claras, esbarrava na defesa remista ou tinha os lances anulados pela arbitragem. O gol parecia amadurecer para os baianos a cada minuto.
Mas o futebol, às vezes, guarda crueldades difíceis de explicar. O Remo praticamente não viu a cor da bola durante todo o segundo tempo, resistindo como podia diante da pressão incessante do Bahia. Até que, aos 46 minutos, veio o golpe fatal. Em uma grande jogada de Matheus Alexandre pelo lado direito, o lateral avançou em velocidade e tocou para Pedro Rocha. De maneira totalmente desajeitada, quase no improviso, o atacante finalizou de bico, e a bola morreu mansamente no cantinho do goleiro baiano. Era o gol da explosão no Mangueirão. O gol da vitória azulina. O gol da classificação do Leão. Remo 2, Bahia 1.
Escalações:
Remo: Marcelo Rangel, Marcelinho(Matheus Alexandre), Marlon, Chamba, Maik, Zé Wellison(Picco), Zé Ricardo(Bueno), Patrick, Pikachu, Alef Manga e Jajá. Técnico: Léo Condé
Bahia: Léo Vieira, Acevedo, Marcos Vitor, David Duarte, Iago, Erick, Jean Lucas(Nestor), Everton Ribeiro, Luciano Juba, Cristian Oliveira e Everal. Técnico: Rogério Ceni.
Arbitragem
- Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (SP);
- Árbitro Assistente 1: Leila Naiara Moreira da Cruz (DF);
- Árbitro Assistente 2: Daniel Luis Marques (SP);
- Quarto Árbitro: Wanbelton Lisboa Valente (PA);
- VAR: Wendy Straub Deretti (SC);
- AVAR: Fabricio Porfirio de Moura (SP).















