O Remo é um daqueles clubes que ajudam a contar a história do futebol brasileiro fora do eixo mais comentado do país. Não é exagero dizer que o time paraense tem torcida grande, tradição pesada e uma relação muito forte com Belém e com o Norte do Brasil. Em 2026, a história ganha mais um capítulo importante com a volta à Série A depois de 32 anos, algo que recoloca o clube num palco muito mais exigente. O retorno da equipe se deu após o quarto lugar na Série B de 2025 que garantiu ao Leão a volta à elite e sua estreia no Brasileirão.
A volta por si só não resolve nada, já que o Campeonato Brasileiro é longo, duro e cheio de times com mais orçamento e elencos habituados ao ritmo da elite. O cenário atual, no entanto, é de alerta máximo: após a derrota para o Santos Futebol Clube ontem, o Remo amarga a lanterna da competição. A queda de rendimento e os erros defensivos, somados à dificuldade de pontuar fora de casa, transformaram o sonho do retorno em uma luta desesperada pela sobrevivência. Tudo isso faz com que o desafio do Remo seja, por agora, conseguir recuperar o emocional para ser competitivo em um torneio que penaliza severamente qualquer oscilação.
Todos os títulos do Remo na história
A sala de troféus explica por que o Remo continua sendo um clube enorme na sua região. Com algumas conquistas importantes durante a sua história, o Remo venceu a Copa Verde de 2021, o Campeonato Brasileiro da Série C de 2005, o Campeonato Norte-Nordeste de 1971 e três Taças Norte, conquistadas em 1968, 1969 e 1971. Todas estas conquistas surgem listadas no site oficial do time e mostram que o Leão tem um currículo interessante.
Se falarmos do cenário estadual, o peso é ainda maior, pois o Remo soma 48 títulos do Campeonato Paraense, incluindo a conquista de 2025. O time faz parte de uma grande rivalidade dentro do Pará e, quando se junta a sua coleção de taças ao retorno à Série A, tudo se torna ainda mais impactante.
Expectativas para 2026
O objetivo do clube para 2026 foi claro desde o começo: permanecer na elite. Marcos Braz falou disso publicamente no fim de 2025 e o tom do planejamento foi montado em cima dessa ideia: montar um elenco competitivo dentro da realidade do clube e sobreviver ao campeonato mais exigente do país. Não parece uma meta tímida, mas o desafio é gigante, principalmente diante da realidade da tabela hoje.
A competitividade do Brasileirão exige consistência e uma ótima estratégia ao longo de toda a temporada — algo que tem faltado ao Leão nas últimas rodadas. Apesar da lanterna incomodar, plataformas onde você encontra tudo sobre as apostas de futebol ainda monitoram o potencial do time para uma reação, buscando repetir feitos de superação como o do Mirassol no ano passado. O otimismo da torcida, contudo, deu lugar à cobrança após o revés contra o Peixe, e a pressão agora recai sobre a necessidade imediata de vitórias para deixar a zona de rebaixamento.
Além disso, existe também um fator que pesa bastante: a logística. O Remo é o clube que mais viaja na Série A de 2026, com quase 97 mil quilômetros previstos, o que interfere diretamente no descanso e na preparação. O clube sabe que jogar no Mangueirão de forma exímia é o único caminho que pode pode equilibrar conta; vencer em casa tornou-se, mais do que nunca, uma questão de honra e sobrevivência.
Como foi a campanha do acesso à Série A
O acesso do Remo em 2025 não veio com cara de passeio, mas com tensão de reta final, conta na tabela e um jogo decisivo na última rodada. O time terminou a Série B em quarto lugar com 62 pontos, campanha de 16 vitórias, 14 empates e oito derrotas, e confirmou a volta à Série A ao vencer o Goiás por 3 a 1 no Mangueirão. Era o tipo de jogo em que não bastava jogar bem.
O acesso também ficou maior porque não foi um movimento isolado. O Remo já havia subido da Série C para a Série B em 2024, então conseguiu o chamado acesso duplo em dois anos seguidos, algo raro no futebol brasileiro. Essa subida rápida mudou o patamar do clube e aumentou os olhares sobre ele. Depois de tanto tempo a oscilar entre divisões e reconstruções, o Remo finalmente voltou ao lugar que os seus torcedores sempre acreditaram que merecia. Agora, a bola está do lado do time e a fase é crítica: terá de provar em campo que possui força para reverter a lanterna e mostrar que sua subida meteórica não foi apenas um lampejo.















