O Remo recebeu o Fluminense em casa, e tomou uma aula do que é e como se joga o esporte chamado futebol. A equipe carioca jogou leve, tranquila e pareceu ganhar o Leão sem derramar uma gota de suor. O time paraense, sem raça ou alma, decepcionou, mais uma vez, sua imensa torcida.
O jogo só teve um cenário: O Remo entrando em campo e assistindo o adversário jogar, tocar a bola, entrar no campo de defesa azulino como se estivesse em sua sala de estar. O Leão simplesmente não conseguiu assustar o tricolor. A diferença técnica e tática entre as duas equipes era um verdadeiro abismo. O placar não refletiu o que foi o jogo, o justo deveria ter sido uma goleada a favor dos cariocas.
Deu pena e também deu aflição. Os jogadores do Remo ouviram vaias e gritos de olé quando o adversário tocava a bola. A série A do brasileirão é cruel, em um segundo ela te devora e se o Leão entrar em campo e ter essa postura, principalmente aqui em Belém, o rebaixamento será iminente .
Em clima pesado após a perda do título estadual para o maior rival, o Paysandu, e querendo sair da zona de rebaixamento o Clube do Remo recebeu o Fluminense nesta quinta-feira, às 19h (de Brasília), no Estádio Mangueirão, em Belém, pela quinta rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.
A partida começou e logo ficou nítida a postura defensiva do Remo. Os donos da casa recuaram as linhas, entregaram a posse de bola aos cariocas e adotaram praticamente um único plano de jogo: explorar os contra-ataques.
Deitou e rolou
O problema é que do outro lado estava um Fluminense de grande qualidade técnica, com um elenco repleto de jogadores talentosos. Dar bola a uma equipe assim costuma cobrar seu preço. E ele veio cedo. Aos 15 minutos, em uma cobrança curta de escanteio, Lucho levantou a bola na área. A defesa azulina não conseguiu afastar, a bola ficou viva e sobrou para Renê, que bateu cruzado. No meio do caminho, John Kennedy desviou e mandou para o fundo do gol do Remo. Fluminense 1 a 0.
O Leão não conseguia jogar. Tampouco encaixar a marcação. Perdido em campo, o Remo via o Fluminense assumir completamente o controle da partida. A equipe carioca trocava passes com envolvimento, movimentação e qualidade técnica, criando sucessivas oportunidades de gol e deixando os paraenses correndo atrás da bola.
O jogo tinha dono. Era todo do Fluminense. A sensação nas arquibancadas e em campo era clara: a qualquer momento o placar poderia aumentar a favor do Tricolor.
E aos 40 minutos o Leão finalmente despertou. Em um raro momento de lucidez ofensiva, o Remo chegou com perigo após um cruzamento preciso para a área. A bola encontrou a cabeça de Vitor Bueno, que testou como manda o manual, firme e bem colocado. Mas debaixo das traves estava um dos grandes goleiros da história recente do futebol brasileiro. Fábio operou um verdadeiro milagre, fez uma defesa espetacular e salvou o Tricolor do que seria o empate azulino.
E o primeiro tempo foi praticamente todo dos cariocas. O Fluminense foi dominante, envolvente e criou diversas oportunidades para ampliar o placar e encaminhar a vitória ainda na etapa inicial.
O Remo não conseguiu se encontrar em campo, teve apenas alguns lampejos ofensivos e, na única grande chance que construiu, parou na defesa milagrosa do goleiro Fábio. Nas arquibancadas, o sentimento da torcida azulina não era exatamente de irritação com a atuação da equipe, mas de aflição diante da superioridade tricolor.
O segundo tempo começou de forma muito previsível: Com gol do Fluminense. Aos 17 minutos, Savarino abriu a jogada para Lucho pela esquerda. O camisa tricolor teve espaço para levantar a cabeça e fazer um belo cruzamento na pequena área. A bola encontrou Canobbio, que subiu bem e cabeceou firme para ampliar o placar no Estádio Mangueirão. Fluminense 2 a 0.
Gritos de olé
Só uma equipe jogava em campo, e era o Fluminense. O tricolor empilhava chances de gol e desperdiçava oportunidades que poderiam transformar a vitória em uma sacola de gols. Do outro lado, o Clube do Remo mal conseguia tocar na bola, tamanha a diferença técnica e tática entre as duas equipes.
Depois do segundo gol, os azulinos simplesmente não conseguiam competir. Em muitos momentos, os jogadores pareciam apenas contemplar o futebol dos cariocas. A cena era dura para a torcida: em pleno Estádio Mangueirão, o Leão era incapaz de incomodar o adversário.
E o jogo terminou com gritos de olé, vindo das arquibancadas, da própria torcida do Remo, vendo seu time entrar na roda e não conseguir tirar a bola do Fluminense. A verdade é que o placar não mostrou o que foi o jogo, 2 a 0 foi pouco. O Remo simplesmente não jogou futebol.
RAIO X DA PARTIDA:
Local: Mangueirão
Gols: John Kennedy e Cannobio (Fluminense)
Remo: Marcelo Rangel, João Lucas, Marlon, Tchamba, Sávio; Picco, Patrick de Paula (Zé Ricardo), Vitor Bueno, Pikachu(Nicolas); Alef Manga(Monti) e João Pedro(Jajá). Técnico: Léo Condé
Fluminense: Fábio, Samuel Xavier, Jemmes, Frytes, Renê, Hercules; Martinelli, Lucho (Serna), Cannobio (Soteldo), Jonn Kenedy (Castillo) e Savarino. Técnico: Luis Zubeldia.
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Árbitro Assistente 1: Bruno Raphael Pires (GO)
Árbitro Assistente 2: Tiago Gomes da Silva (GO)
Quarto Árbitro: Raimundo Rodrigues De Oliveira Junior (CE)
Inspetor: Jailson Macedo Freitas (CE)
Assessor: Marcelo Rogério (MP)
VAR: José Claudio Rocha Filho (SP)
MELHORES MOMENTOS E GOLS:















