O promotor de Justiça Criminal de Redenção, Luiz Souza, apresentou denúncia à Justiça Estadual contra o jovem Lucas Rodrigues Barbosa, acusado pelo assassinato do humorista e influenciador digital, Rodrigo Pereira de Carvalho, o “Rodrigo Marques”, em setembro deste ano.
De acordo com o inquérito policial, instaurado pela Polícia Civil, o crime ocorreu em um terreno baldio localizado na cidade de Redenção, na Região do Araguaia, sul do Pará. Rodrigo Marques era ativista do movimento LGBTQIA+
Segundo as investigações apontaram, o acusado assaltou a vítima com o emprego de violência exercida com pedra. As lesões provocadas no humorista foram causa essencial para a sua morte, o que configura o crime de latrocínio consumado, previsto no artigo 157 do Código Penal Brasileiro, informou o promotor.
A ocorrência foi registrada na madrugada do dia 4 de setembro deste ano. Na ocasião, conforme o processo, a vítima estava se divertindo com três amigos na casa de show “Ranchão da Zefinha”.
Depois de um tempo, os amigos foram embora e Rodrigo foi visto saindo do local na companhia de um homem que conheceu na festa. Pouco tempo depois, a vítima foi encontrada morta, despida e violentada, sem os seus pertences (um relógio, dinheiro e um cordão de ouro) em um terreno baldio, nos fundos da casa de show. A pedra usada no crime estava ao lado do corpo, manchada de sangue.

A Polícia Civil identificou o suspeito do latrocínio ao examinar imagens das câmeras de monitoramento da casa de show, que flagraram a vítima saindo do estabelecimento com o acusado. Além disso, um celular encontrado na cena do crime foi confirmado como pertencente a Lucas Barbosa.
Para confirmar a identificação do autor do crime, a Polícia Civil se deslocou até a drogaria onde foi realizada a recarga no número do celular encontrado, e foram obtidas as imagens das câmeras de segurança ao entorno do local, que flagraram o acusado momentos antes, entrando em uma loja de venda de bebidas e adquirindo algumas latinhas de cerveja.
Ao realizar a comparação das imagens, a Polícia Civil concluiu que a pessoa que fez a recarga e compareceu na loja de bebidas era a mesma que estava no “Ranchão da Zefinha” e foi visto na companhia da vítima.
Nas investigações também foram coletados depoimentos de várias testemunhas, que contribuíram para confirmar a autoria do crime. O promotor ainda aguarda a conclusão dos laudos da perícia do corpo da vítima, para que seja juntado na denúncia, posteriormente.
A pena prevista para o crime de latrocínio consumado (art. 157 do CPB) é de 20 a 30 anos de reclusão e multa.














