Na última sessão da CPMI do INSS, que desmascarou o esquema milionário e criminoso montado pelo presidente da Conafer (leia como foi), Carlos Roberto Ferreira Lopes, se apresenta como liderança indígena, recebe as pessoas na sede da federação arapuca em Brasília, fantasiado com cocares de R$ 20 mil, colares, adereços, anéis de material orgânico, e quase sempre todo breado de urucum.
Dupla personalidade
Se o “Mão Preta do INSS” for visitar seus “clientes”, no interior, o personagem duas caras sofre grande metamorfose. Os cocares cedem lugar a um chapéu de palha, tipo Panamá, muito utilizado por pecuaristas. Uma transmutação notável de indígena fake para empresário rico, dono de várias empresas, que venceu na vida ajudando a desenvolver o empreendedorismo na agricultura familiar.
— Mais Brasil impossível.
Risco de fuga
Mesmo tendo recebido voz de prisão, o indígena fake e tuxaua da Conafer, pagou fiança e vai responder em liberdade as acusações que lhe foram imputadas. Corre o risco de fugir, uma vez que tem dois aviões que estão em nome de “laranjas”.
O apelido
Ao depor na semana passada, o morubixaba “Mão Preta do INSS” estava com as duas mãos muito manchadas, e chamou a atenção de todos ao chegar para depor. Logo, o deputado federal Delegado Caveira (PL-PA), que comandou a Delegacia de Polícia Civil em Tucumã, Sul do Pará, cuja população de indígenas, essa sim, é raiz, identificou que as manchas nas mãos do picareta eram provenientes do urucum. Ele apelidou o elemento de “Mão Preta do INSS”, que pode ser vizinho de cadeia do “Careca do INSS”, e quem sabe, do “Advogado Ostentação”.
Brecha na lei
Questionado por que não tinha Carta Sindical na documentação da confederação que inventou, ele disse que não precisa, pois sua entidade é patronal. A resposta expos o quão fácil canalhas de todos os matizes descobrem brechas na lei para encurtar o caminho em busca do dinheiro fácil, e praticar violações tão graves, como a de lesar pobres aposentados e pensionistas do INSS.
Autonomia
Na mesma sessão que inquiriu o “Mão Preta”, a 12ª, na segunda-feira (29/9), os membros do colegiado travaram um longo debate sobre sua autonomia e o papel do Judiciário durante a vigência desse tipo de instância de investigação, previsto na Constituição. Ficou claro, após as declarações do presidente da CPMI, senador Carlos Viana (PODEMOS-MG), as fissuras expostas na relação e a preocupação com decisões judiciais do STF e da Procuradoria-Geral da República (PGR) que, na sua visão, estão invadindo a competência constitucional do Congresso Nacional.
Expectativa
Viana citou uma decisão da PGR solicitando o arquivamento da prisão em flagrante de uma testemunha (o “carregador de malas” do “Careca do INSS”), que teria mentido à CPMI, argumentando que a pessoa não estava na condição de testemunha, mas de investigada, o que lhe permitiria o direito de mentir. Ao fim da CPMI, fica a expectativa de que se assegure a clareza e alcance desse tipo de instância. Ou pelo menos, o que pode e o que não pode a presidência de uma CPMI fazer.
CPMI hoje
A CPMI do INSS, fará nesta quinta-feira (2), a 13ª reunião do colegiado, e fará a oitiva de Vinicius Marques de Carvalho, Ministro de Estado da Controladoria Geral da União. A sessão começou às 9:00, na Ala Senador Nilo Coelho, Plenário nº 2, do Senado Federal.

Correios em petição de miséria
Na surdina, há dois meses, o governo Lula nomeou Emmanoel Schmidt Rondon, funcionário de carreira do Banco do Brasil para assumir a presidência dos Correios. O advogado Fabiano Silva, murumuxaua do Grupo Prerrogativas, uma associação de advogados que se auto intitulam progressistas e apoiadores juramentados de Lula em 2022, apresentou carta de demissão em 4 junho, após deixar a estatal em petição de miséria. Veremos se Rondon terá competência para não falir uma das empresas mais antigas do Brasil, —e, pasmem, detém um monopólio exclusivo, ou seja, não pode ter concorrentes.
— O Brasil não é para amadores.
Na UTI
Os problemas dos Correios são severos e financeiros, com um prejuízo que supera R$ 5 bilhões no primeiro semestre de 2025, o pior da história da empresa e três vezes maior que o prejuízo total de 2024. Esses problemas incluem aumento de despesas administrativas, queda na receita, dificuldades em cumprir prazos de entrega em algumas regiões e risco de despejo de unidades, indicando uma grave crise de gestão e um possível pedido de socorro ao contribuinte.
De quem é a culpa?
Mais incrível ainda é de quem é a culpa. Sem citar o tuxaua Fabiano Silva, a culpa do descalabro administrativo dos Correios, segundo o ministro da Fazenda Fernando Taxad, é das cartas sociais, muito caras para serem entregues nos confins da Amazônia.
— É com isso que temos que conviver no Brasil.
Entregas
Ás vésperas de entregar o cargo de ministro do Turismo, Celso Sabino fez balanço positivo da sua gestão durante audiência na Câmara dos Deputados e projetou novos recordes para o setor. Depois de fechar 2024 com 6,7 milhões de turistas estrangeiros, o Brasil já contabiliza mais de 7 milhões neste ano, com dados até setembro.
Crescimento
Na Comissão de Turismo da Câmara, Sabino destacou os mais de R$ 2 bilhões de investimentos no setor por meio do Fundo Geral de Turismo (FUNGETUR) nos últimos dois anos e meio. Entre os pontos altos de sua gestão no ministério, citou a criação da Escola Nacional do Turismo, já com 30 mil alunos em cursos de capacitação e qualificação profissional; o Programa Brasil Realiza, com financiamento de pacotes de turismo em até 60 parcelas; e o Programa de Aceleração do Turismo Internacional (PATI), que, segundo Celso Sabino, já garantiu ampliação de 18% no número de assentos nas aeronaves que trazem turistas para o Brasil.
Agradecimentos
O ministro agradeceu o Congresso Nacional pela aprovação de várias propostas que ajudam a alavancar o setor, sobretudo a nova Lei Geral do Turismo (14.978/24), em vigor há um ano e, segundo ele, responsável por segurança jurídica e estabilidade econômica na área.

Emprego garantido, novo mandato? Depende
Deputado federal licenciado Celso Sabino, tubixaba do União Brasil no Pará, reassume a titularidade e tem emprego garantido até o final de 2026, já seu mandato, é assunto exclusivo do eleitor do Pará, se o plano A falhar, Sabino reassume seu cargo como auditor da Receita Estadual do Pará. Enquanto que o suplente, Pastor Claudio Mariano, volta para Xinguara para cuidar de perto de suas ovelhas.
Val-André Mutran é repórter especial para o Portal Ver-o-Fato e está sediado em Brasília.
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