O promotor militar Armando Brasil está cobrando explicações da Corregedoria da Polícia Militar – e também buscando informações da Polícia Civil e do delegado responsável pelo inquérito – sobre o episódio que redundou na apreensão, ontem, de uma adolescente de 16 anos.
A polícia divulgou que ela é suspeita de envolvimento na morte do bombeiro militar Allan Tadeu Neco Vieira, 26 anos, cujo corpo foi localizado em um cemitério clandestino localizado no conjunto Maguari-Açu, bairro Floresta Park, em Ananindeua.
De acordo com as informações repassadas pela polícia à imprensa, a jovem teria um relacionamento amoroso com o bombeiro e, ao mesmo passo, também namorava com o chefe de uma facção criminosa que, por sua vez, teria armado a emboscada para assassinar o militar. Ela nega isso com veemência. Mas a polícia, agora, não quer falar sobre as alegações da adolescente.
“Quero saber se as devidas cautelas legais foram observadas na apreensão dessa jovem, se havia ordem judicial – como prevê a lei – e se quando ela foi levada para prestar depoimento na Polícia Civil havia representante do Conselho Tutelar e do Ministério Público, no caso a promotoria da infância e do adolescente”, disse Armando Brasil ao Ver-o-Fato, na manhã desta quinta-feira,17.
Segundo Brasil, pelo que ele tomou conhecimento na leitura das notícias sobre a apreensão da garota pela PM, é preciso que tudo seja devidamente esclarecido. Ele disse ainda, para finalizar suas declarações ao Ver-o-Fato, que a nova lei de abuso de autoridade é muito rigorosa com relação a procedimentos em episódios nos quais pessoas supostamente inocentes de crimes possam ser expostas na mídia por informações equivocadas repassadas por agentes públicos.
“Nós, como autoridades, não podemos cometer erros que possam mais tarde prejudicar investigações e colocar a perder todo um trabalho para desvendar um crime. Isto sem falar que também estamos sujeitos a responder a processo judicial “, enfatizou Brasil.
















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