Brincadeira fazia parte de uma “guerra de pegadinhas” entre estudantes do ensino médio na Geórgia; jovem de 18 anos foi acusado de homicídio culposo.
Uma pegadinha feita por estudantes do ensino médio terminou em tragédia nos Estados Unidos. O professor Jason Hughes, de 40 anos, morreu após ser atropelado durante uma brincadeira em que alunos cobriram sua casa com papel higiênico na cidade de Gainesville, no estado da Geórgia.
O caso aconteceu na noite de quinta-feira (5) e fazia parte de uma rivalidade anual entre alunos do penúltimo e do último ano da North Hall High School. A prática, conhecida entre os estudantes como uma espécie de “guerra de pegadinhas”, já havia sido alvo de alertas por parte das autoridades escolares horas antes do incidente.
Segundo informações do Gabinete do Xerife do Condado de Hall, a residência de Hughes era considerada um dos principais alvos da disputa, já que casas de professores valiam mais pontos na competição informal entre os alunos. Tanto Jason quanto sua esposa trabalhavam como professores na escola.
De acordo com relatos da investigação, um grupo de estudantes de 18 anos foi até a casa do professor e espalhou papel higiênico pelo gramado da frente. Ao perceber a ação, Hughes saiu da residência para confrontar os jovens.
Durante a tentativa de fuga do grupo, o professor teria tropeçado e caído na rua. Nesse momento, acabou sendo atropelado por uma caminhonete dirigida por Jayden Wallace, de 18 anos.
Após o atropelamento, o motorista e outros dois estudantes pararam para prestar socorro à vítima e iniciaram os primeiros atendimentos até a chegada dos paramédicos. Hughes foi levado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na sexta-feira (6/3). Ele deixa dois filhos.
Jayden Wallace foi preso e agora responde por homicídio culposo no trânsito. Os outros quatro jovens que participavam da pegadinha também foram detidos e enfrentam acusações por delitos menores.
Imagens publicadas anteriormente em uma página no Instagram dedicada às chamadas “guerras” estudantis mostram que a casa do professor já havia sido alvo da mesma brincadeira em março de 2023.
Na publicação, as regras da atividade destacavam que a disputa deveria ser apenas uma brincadeira “saudável e inocente”, proibindo ações mais agressivas. “Nada de ovos, nada de tinta, nada de armas”, dizia o texto.
O caso reacendeu o debate sobre os riscos de brincadeiras e desafios entre estudantes que acabam ultrapassando limites e resultando em consequências graves.















