Ozéas Leite Camelo, de 49 anos, foi preso preventivamente em um estúdio de música em Samambaia. Polícia Civil também encontrou câmeras escondidas usadas para registrar vítimas sem consentimento
Um professor de música de 49 anos foi preso preventivamente na segunda-feira (24/8), em Samambaia, no Distrito Federal, suspeito de cometer crimes sexuais contra alunas e mulheres que frequentavam o estúdio onde trabalhava. Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), uma adolescente de 16 anos teria sido estuprada 10 vezes pelo investigado.
Ozéas Leite Camelo foi detido por agentes da 32ª Delegacia de Polícia (Samambaia) enquanto ministrava uma aula de música para uma criança. A prisão ocorreu durante o cumprimento de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.
De acordo com as investigações, o professor teria usado a confiança dos familiares das alunas para se aproximar das vítimas. Ele alegava que precisava auxiliá-las em exercícios relacionados à respiração, ao diafragma e à postura corporal. Conforme os relatos reunidos pela polícia, os contatos teriam evoluído para abusos sexuais.
Adolescente teria sido estuprada 10 vezes
Um dos casos investigados envolve uma adolescente de 16 anos. Segundo a 32ª DP, a jovem teria sido submetida a episódios de violência sexual ao longo de semanas.
A investigação aponta que o professor utilizava ameaças e intimidação para controlar as vítimas. A polícia afirma que a adolescente teria sido estuprada 10 vezes pelo investigado.
Professor teria usado câmeras escondidas
Além das denúncias de violência sexual, a Polícia Civil encontrou indícios de que Ozéas mantinha equipamentos de gravação escondidos no estúdio.
Perícias realizadas pelo Instituto de Criminalística (IC) e pelo Instituto de Identificação (II) da PCDF identificaram imagens de mulheres e alunas em situações de nudez total ou parcial, registradas sem autorização.
A análise de equipamentos eletrônicos e do celular do investigado também teria revelado material obtido de forma clandestina. A partir das imagens, os investigadores conseguiram identificar outras possíveis vítimas que frequentavam o estúdio.
Segundo a polícia, em alguns casos, a aproximação entre o professor e as mulheres poderia aparentar ser consensual. No entanto, a gravação das imagens íntimas teria ocorrido sem que elas soubessem.
Investigação começou em 2024
A investigação conduzida pela 32ª DP começou em 2024 e reuniu depoimentos, laudos psicológicos e provas obtidas por meio de perícias em dispositivos eletrônicos.
Ozéas foi indiciado pelos crimes de estupro, importunação sexual e registro não autorizado de intimidade sexual. Conforme a investigação, os crimes teriam sido cometidos em diferentes ocasiões e contra vítimas distintas.
A polícia não descarta a possibilidade de existirem outras vítimas que ainda não procuraram as autoridades.
O professor permanece preso preventivamente e à disposição da Justiça do Distrito Federal. A PCDF orienta possíveis vítimas a procurarem a polícia e informa que denúncias também podem ser feitas de forma anônima.
Com informações de Metrópoles














