A prefeita de Bauru, Suéllen Rosim, registrou um boletim de ocorrência após descobrir que uma montagem falsa sua nua estava circulando em grupos de WhatsApp. Suéllen, que busca a reeleição pelo PSD, repudiou o ataque, classificando-o como um “serviço sujo e repugnante” em suas redes sociais.
De acordo com a denúncia, uma análise digital apontou que a imagem foi gerada por meio de uma tecnologia conhecida como deepfake, que utiliza inteligência artificial para criar montagens visivelmente realistas. A prefeita destacou que esse tipo de ataque não só busca difamá-la pessoalmente, mas também revela um problema maior enfrentado por mulheres em cargos públicos.
“Não posso admitir esse tipo de ataque, que revela o que nós, mulheres públicas, seja na política, seja em outras áreas de destaque, sofremos pelo simples fato de sermos mulheres”, afirmou Suéllen em nota oficial. Ela também ressaltou que mulheres são as principais vítimas de ataques difamatórios como esse, que tentam desestabilizar suas carreiras e reputações.
As autoridades estão investigando tanto a origem da montagem quanto a disseminação da imagem. Quem criar ou distribuir conteúdos mentirosos ou difamatórios, como o deepfake que envolve a prefeita, pode ser responsabilizado criminalmente. Em casos como esse, a punição pode incluir desde multas até prisão, dependendo da gravidade.
Este episódio levanta mais uma vez o debate sobre os riscos de tecnologias avançadas, como o deepfake, sendo utilizadas para desinformação e ataques pessoais, principalmente contra figuras públicas. Especialistas alertam que, à medida que essa tecnologia se torna mais acessível, a regulamentação e a conscientização precisam ser reforçadas para proteger as vítimas e garantir a integridade dos processos democráticos.
A prefeita Suéllen Rosim permanece em sua campanha, afirmando que não permitirá que ataques difamatórios prejudiquem sua trajetória política.















