Nesta quinta-feira (7), uma ação conjunta do 12º Batalhão da Polícia Militar e da Agência de Inteligência do CPR III resultou na prisão de José Carlos de Sá, no município de Santo Antônio do Tauá, nordeste do Pará. O homem é suspeito de estuprar sistematicamente uma adolescente de 16 anos desde que ela tinha apenas 6 anos de idade.
De acordo com as investigações, os abusos seguiam um cronograma rígido e cruel: todas as quintas-feiras, sempre no mesmo horário da manhã (por volta das 6h), a vítima era obrigada a encontrar o agressor em um imóvel abandonado e fechado para manter relações sexuais.
O que chocou ainda mais os investigadores foi a participação dos próprios pais da adolescente. Segundo o depoimento da vítima, os genitores tinham pleno conhecimento dos abusos e eram coniventes, recebendo R$ 2 mil por semana do suspeito para permitir a exploração sexual da filha.
A adolescente ainda afirmou que as transferências financeiras podem ser comprovadas por meio de extratos de Pix e mensagens de celular trocadas entre ela, os pais e o homem preso.
A denúncia partiu da própria vítima, na última terça-feira (5), durante uma ronda escolar realizada por uma policial feminina. Ao tomar conhecimento do caso, a corporação montou um planejamento estratégico para efetuar a prisão no momento exato do crime.
A jovem foi encontrada com o suspeito no imóvel abandonado e, em seguida, relatou à guarnição toda a extensão do abuso que sofreu por uma década.
Além de José Carlos de Sá, os pais da adolescente também foram presos e conduzidos à delegacia da Polícia Civil. Em nota, a instituição informou que o caso é investigado sob sigilo pela Delegacia de Santo Antônio do Tauá e que três pessoas foram autuadas por favorecimento à exploração sexual de criança ou adolescente.
O caso expõe não apenas a gravidade do abuso sexual continuado contra uma criança e adolescente, mas também a chocante rede de cumplicidade familiar, em que a vítima foi tratada como mercadoria por aqueles que deveriam protegê-la.
A adolescente, agora sob os cuidados das autoridades, apresentou os comprovantes das transferências bancárias, que servirão como provas fundamentais para a investigação.















