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Home Cultura

Por que Ruy Barata queria, em 1979, tornar conhecidas as declarações feitas por dom Alberto Ramos, em 1964?

Oswaldo Coimbra por Oswaldo Coimbra
29/03/2026
in Cultura
Por que Ruy Barata queria, em 1979, tornar conhecidas as declarações feitas por dom Alberto Ramos, em 1964?

O poeta Ruy Barata foi preso por um contingente do Exército no dia seguinte ao do Golpe Militar de 1 de abril de 1964

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*Oswaldo Coimbra é escritor e jornalista

O poeta Ruy Barata foi preso por um contingente do Exército no dia seguinte ao do Golpe Militar de 1 de abril de 1964, que derrubou da presidência da República, João Goulart, eleito democraticamente.

E, colocou no comando do Brasil, o marechal Humberto Castelo Branco. Dando início, assim, a mais de duas décadas de governo ditatorial e repressivo em nosso país.

Na época de sua prisão, Ruy era um advogado, dono do cartório  4º Ofício do Cível e Comércio da Comarca de Belém, além de docente da Faculdade de Filosofia, da Universidade do Pará.

Sua detenção ocorreu, em plena rua, quando, em companhia de outra pessoa, deixava a casa de uma parenta, na Avenida Brás de Aguiar.

Imediatamente, o conduziram ao Quartel General da Polícia Militar.

Ao longo dos primeiros meses da ditadura, a propriedade do cartório foi retirada de Ruy. Na universidade, ele se viu aposentado compulsoriamente. Com direito a receber como pensão menos de 10 por cento de seu salário.

O poeta iria sobreviver nos 15 anos seguintes como advogado do escritório de seu pai, Alarico Barata, e, como jornalista das publicações Flash e Folha do Norte.

Quando este último jornal, já havia sido vendido para Rômulo Maiorana, em 1973.

Nos jornais, ele era obrigado a assinar seus textos com pseudônimos, como Valério Ventura, a fim de evitar a interdição da Censura Federal.

Em 1979, com a Lei da Anistia, Ruy, finalmente,recuperou a liberdade de expressão.

Pôde ser reintegrado ao corpo docente da universidade, na cadeira de Literatura Brasileira.

E, se manifestar pela imprensa.

Na passagem do 15º ano da Ditadura Militar, em 2 de abril de 1979, os jornais de Belém procuraram ouvir quem havia sido silenciado pela censura.

Neste dia, O Estado do Pará, publicou uma entrevista com Ruy Barata, sob o título de “A Revolução vista por um cassado”.

Nela, o poeta revelou que tinha registrado em sua memória, com precisão, o que havia se passado no Pará, desde o Golpe Militar, de abril de 1964.

Ele conhecia, com exatidão,fatos que foram comprovado, mais tarde, pelos pesquisadores.

Para ele, de nada tinha adiantado os promotores do Golpe Militar, no Pará,se esconderem no anonimato.

Com segurança, Ruy declarou, na entrevista:

“ A Revolução no Pará foi feita pela Cooperativa dos Fazendeiros do Marajó. O quartel-general dessa gente era a Cooperativa”.

Seis dias depois, o mesmo jornal, O Estado do Pará, na sequência das edições de matérias sobre o Golpe Militar, no Pará, publicou entrevista com um dos golpistas, com o título de “Um conspirador que quer anistia para Brizola”.

Tratava-se do pecuarista Cláudio Dias.

Ao ser ouvido pelo jornal, o pecuarista se mostrou disposto a tornar público o que só era conhecido pelos grupos clandestinos dos golpistas.

Ele revelou sobre a preparação do Golpe Militar, referindo-se aos fazendeiros:

“Começamos a entrar em contato com fazendeiros de outras regiões do país. Fiz, na época, uma série de visitas por todo o país. Entrei em contato com pessoas do Norte, Sul, Sudeste e Leste do país e discutimos as formas de se obstruir o levante que estava sendo articulado.

Trocávamos informações sobre os principais líderes comunistas das regiões. Nestes contatos percebi também que todos os fazendeiros estavam se armando e distribuindo armas por todas as suas propriedades para serem usadas na eventualidade de termos que enfrentar as esquerdas organizadas da época.

Não foi necessário, felizmente. Feitos os contatos e com um completo dossiê dos principais líderes esquerdistas do Pará encaminhei-me para a 8a Região Militar e entreguei um relatório completo de todos os envolvidos.

Paralelamente, em minha casa, fazíamos reuniões, quase diariamente, para conseguirmos adesões dos indecisos e estabelecermos o plano final para o levante.

Entre os conspiradores, de então, encontrava-se o atual senador, na época, tenente-coronel Jarbas Passarinho, o atual governador Alacid Nunes, Clóvis Morais Rego, José Alberto Couto da Rocha, Laércio Franco e outros.

Concomitantemente, nossas esposas organizavam junto à Igreja, a famosa marcha, por todos conhecida, como Deus pela Família”.  

Outras informações preciosas do poeta

Outra informação preciosa que Ruy Barata tinha memorizado servia para desmascarara alegada existência de pouca violência do Golpe Militar, no Pará, em comparação com o que ocorreu em outros Estados.

Ruy, na entrevista, sustentou que, no Pará, tinham ocorrido, sim, casos de torturas a presos políticos, na Marinha.

Uma das vítimas destas torturas, veio a ser identificada, depois, pelo conhecido colunista social Pierre Beltran. A vítima havia sido o pai dele.

Mas não eram estas informações guardadas por Ruy aquelas que mais pareciam incomodá-lo, por vê-las ignoradas pelos paraenses, em 1979.

As que o incomodavam se relacionavam com o comportamento do arcebispo do Pará, dom Alberto Ramos, nos dias seguintes ao Golpe Militar.

Ruy havia acompanhado a atuação dos membros da Igreja Católica, naquele período, com muito interesse, como mostrou, na entrevista.

O que ele disse sobre os católicos foi sendo confirmada, aos poucos, posteriormente, em pesquisas realizadas, nos jornais da época, guardados no Centur.

Ruy, por exemplo, se referiu à participação ativa da juventude católica paraense na luta por reformas sociais.

Falou do Direito de Asilo, como uma tradição mantida pela Igreja desde a Idade Média.

Edisse que esta tradição havia sido respeitada por padres, como Aluysio Neno, ao acolherem na Casa dos Padres, estudantes estrangeiros, participantes de um encontro latinoamericano, encerrado abruptamente pelos militares.

Até sobre as ações de dom Alberto, naquele contexto, ele também parecia saber bastante.

Mostrou, por exemplo, que conhecia a participação do arcebispo na Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade.

Aquela que, como Claudio Dias revelaria dias depois, havia sido organizada pelas esposas dos pecuaristas.

Sabia inclusive que dom Alberto contrariou uma norma das reuniões do clero, pela qual elas deviam ser realizadas sempre de portas fechadas. 

Tornando pública a reunião daquele mês de abril de 1964.

“Porque dom Alberto precisava dar um atestado público de que apoiava o golpe”, disse ele.

Realmente, naquela reunião, o arcebispo impôs uma série de medidas para impedir a atuação de padres e leigos que atuavam politicamente em conformidade com as encíclicas sociais do papa João XVIII, através da Ação Católica, de Belém.

Mas não era isto apenas que Ruy queria levar ao conhecimento da opinião pública, naquele ano.

Por que era algo mais?

Ele teria lido o documento “Repressão na Igreja do Brasil”, elaborado pela arquidiocese de São Paulo, no ano anterior?

O “conto de vigário”

Através daquele documento a igreja de São Paulo tinha demonstrado, de modo chocante, a falsidade com a qual os golpistas haviam manipulado o sentimento religioso da população brasileira, para obter o apoio da classe média a seus planos de implantação de um regime militar ditatorial, no Brasil.

Eles tinham sustentado pela imprensa uma campanha de pânico social, relacionada à suposta ameaça sofrida pela Brasil, de surgimento de um regime comunista perverso no país.

E também tinham promovido, em reação a esta suposta ameaça, a Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade.

Se Ruy leu o documento, ele tomou conhecimento de como a arquidiocese de São Paulo mostrou, em 1978, o “conto de vigário” aplicado nos cristãos pelos golpistas que diziam querer depor João Goulart, para poderem defender a sociedade democrata e cristã do Brasil.

Naquele período de tempo de 14 anos, decorrido desde a deposição de Goulart, mostrou o documento, a Ditadura Militar havia assassinados seis padres e um seminarista.  Treze outros religiosos – padres e bispos -, haviam sofrido ameaças de morte.

Oito membros da Igreja (bispos, padres e leigos)tinham sido sequestrados. Dez padres foram expulsos do Brasil. Dois padres foram banidos. Setenta e cinco católicos foram atingidos em sua segurança pessoal por intimações policiais.

Várias emissoras  de rádio católicas passaram a funcionar sob censura impiedosa. Foi cassada a concessão da Rádio 9 de Julho, da Arquidiocese de São Paulo. E, o jornal “O São Paulo”, da mesma arquidiocese chegou a ser proibido até de publicar versículos da Bíblia.

Este documento terá sido o motivo de Ruy Barata a anunciar, na entrevista,que ia mostrar com detalhes a ação do arcebispo, através do que ele chamava de “proclamações”, feitas nos dias de consolidação do Golpe Militar, em abril de 1964?

As “proclamações” eram, na verdade, declarações de apoio aos golpistas, em entrevistas, em sermões, e, através da veiculação, nos jornais, do Informe da Arquidiocese, escrito pelo arcebispo.

Ruy prometeu na entrevista:

“Eu vou contar no meu livro tudo isso. Vou contar as histórias das proclamações do senhor arcebispo e posso te mostrar algumas. Eu estou tirando tudo dos jornais para que não digam que eu estou inventando as coisas”.

Infelizmente, o poeta morreu sem ter conseguido escrever aquele livro.

Como ninguém quis tratar deste assunto considerado perigoso, as “proclamações” de dom Alberto ficaram escondidas,por décadas,nos pacotes de jornais antigos do Centur.

Assim, não chegou aos paraenses do período da Lei da Anistia aquilo que Ruy queria que eles soubessem sobre  dom Alberto.

Agora, na ausência do poeta, vamos atenderà quele seu desejo.

E, divulgar as declarações que o arcebispo fez em três ocasiões.

As primeiras, apenas quarenta e oito horas após o Golpe Militar.

Na véspera, tinha acontecido a prisão humilhante, no aeroporto de Belém, do padre Aluysio Neno, responsável pelo Movimento de Educação de Base-MEB.

Apresentado pelos golpistas como “de inspiração comunista”, o MEB, na verdade, atua, desde sua criação em 1961, até hoje, mantido pelo Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Sua missão é promover a alfabetização de brasileiros adultos, excluídos do sistema de ensino do país.

À altura da publicação destas declarações do arcebispo, outro padre também já havia sido detido pelo Exército: Diomar Lopes, assistente eclesiástico da Juventude Universitária Católica.

E o padre Moisés Lindoso, que dava assistência à Juventude Operária Católica, estava sendo incomodado por ter, junto com o padre Aluysio Neno, abrigado estudantes estrangeiros perseguidos pelos militares na Casa dos Padres, na Cidade Velha.

O texto destas primeiras declarações foi escrito por dom Alberto, com cuidado e vagar, afinal três padres do seu clero estavam sob a perseguição dos golpistas.

“Peçamos a Jesus que ilumine os vencedores da hora presente”

Folha do Norte, 3 de abril de 1964

“Se há países marcados por uma predestinação histórica para instrumentos da Providência Divina, o Brasil é um deles. Desde os primórdios de sua descoberta ascendeu nas mãos de frei Henrique de Coimbra, junto com a Hóstia Consagrada.

Sempre que forças poderosas visam arrancá-lo dessa trajetória, mesmo com o apoio de campanhas louváveis e necessárias, o gigante encontra a solução para evoluir e adaptar-se às novas circunstâncias, sem quebrar a fidelidade aos seus traços de origem e sem desmentir seu passado.

Assim aconteceu na Independência, na Abolição da Escravatura, na Proclamação da República, no aperfeiçoamento de suas modalidades constitucionais. Mais do que outros povos, ele consegue vencer sem o derramamento de sangue dos seus filhos.

Quiseram perturbar violentamente o seu natural e gradual desenvolvimento do país novo e pujante, agitando bandeiras simpáticas que reduziam depois a ilusórios fogos fátuos.

Colhiam nas mãos justos anseios das classes trabalhadoras para os envenenarem pelo servilismo e imposições estranhas ou pela negação dos valores espirituais, ridicularizando preces e rosários.

Peçamos a Jesus, o Salvador, que ilumine os vencedores da hora presente para restabelecerem a ordem sem violência nem vinganças mesquinhas, para impulsionar a seus verdadeiros destinos”

Mais declarações do arcebispo foram publicadas no espaço do “Informativo Arquidiocesano”, na edição da Folha do Norte, no dia 15 de abril de 1964.

“Que o novo presidente da República seja feliz”

Folha do Norte, 15 de abril de 1964

“Hoje a missa pelo Brasil. Vamos rezar para que o novo presidente da República seja feliz na árdua missão que a Nação lhe confere, e, rezar pela Brasil.

A Arquidiocese de Belém teve a iniciativa de oferecer a celebração do Santo Sacrifício da Missa. E o Governo do Estado formulou os convites oficiais.

Mas, o povo não deve esperar convites para comparecer hoje à Catedral Metropolitana para acompanhar o celebrante em suas preces. Mais do que nunca precisamos implorar a proteção divina para voltarmos a um período de tranquilidade e para que os espíritos brasileiros que estavam desvairados pelo mito soviético reconheçam seus erros.

Convidam-se todas as agremiações católicas, as comunidades religiosas, o Cabido Metropolitano a estarem presentes às 9 horas na Catedral de Nossa Senhora da Divina Graça”.

Naquele mesmo dia 15,dom Alberto Ramos se manifestou no seu sermão, durante a missa em ação de graças pelo Golpe Militar, celebrada na Catedral de Belém.

Parte do que ele disse, neste sermão, foi divulgada numa matéria de O Liberal.

“O arcebispo ressaltou a personalidade do presidente Castelo Branco”

O Liberal, 16 de abril de 1964

“De joelhos o Pará pede a Deus a felicidade do Brasil.Na Catedral Metropolitana, às 9 horas, D. Alberto Gaudêncio Ramos, Arcebispo Metropolitano, oficiou a Missa em Ação de Graças.

O Arcebispo de Belém, durante o sermão, ressaltou a personalidade do presidente Castelo Branco.

Por isto, continuou, temos certeza, o presidente Humberto Castelo Branco irá cumprir com os desejos e anseios daqueles que o elegeram para essa difícil missão, neste momento em que o país se vê livre do comunismo.

O Arcebispo de Belém ressaltou, também, a importância para o povo Cristão, da vitória da Democracia que alijava, de uma vez para sempre, a doutrina marxista de nosso país, introduzida aqui por maus brasileiros que queriam ver o país no caos e na baderna.

Ao final, disse da Vitória de Cristo sobre o comunismo, regime que tentou afastar os Cristãos de junto de Cristo, imiscuindo-se com seus prosélitos nas mais diferentes camadas sociais para assistir o país mergulhado na anarquia e contra Cristo”.

Outra partedo sermão apareceu numa matéria da Folha do Norte, também no dia 16 de abril.

“A intriga vinha solapando a dignidade da família cristã”

(Folha do Norte, 16 de abril de 1964)

“Com a Catedral repleta de povo: missa em Ação de Graças foi ontem celebrada; redemocratização do país. Ao término da missa.

Rememorou D. Alberto os acontecimentos registrados nos dois últimos anos, quando o país estava debaixo de alguma força que não respeitava a vontade de um povo tradicionalmente cristão.

Greves e mais greves, decretadas por sobre menos importância e que não representavam a legitimidade de uma justa reivindicação; greves decorrentes de se encontrar o país debaixo do domínio de poderosas organizações que recebiam ordens de estrangeiros para paralisar o Brasil.

Infiltração comunista.

Lembrou o Arcebispo as ocorrências com os congressos, inclusive os de estudantes, todos eles sistematicamente perturbados por agitadores a soldo de autarquias, de sindicatos.

E a intriga era tão grande e tão bem urdida que vinha solapando a dignidade da família cristã.

As pregações subversivas levavam já o desrespeito aos lares quando jovens chegavam à blasfêmia, afirmando, aos seus pais, que Cristo não era aquele Cristo, a que se referia a Igreja”.    

English translation (tradução para o inglês)

Why Did Ruy Barata Want to Publicize, in 1979, the Statements Made by Dom Alberto Ramos in 1964?

*Oswaldo Coimbra is a writer and journalist

Poet Ruy Barata was arrested by an Army contingent on the day after the Military Coup of April 1, 1964, which overthrew the democratically elected President João Goulart.

The coup placed Marshal Humberto Castelo Branco in command of Brazil, thus beginning more than two decades of dictatorial government and repression in the country.

At the time of his arrest, Ruy was a lawyer, owner of the 4th Civil and Commercial Registry Office of the District of Belém, and also a professor at the Faculty of Philosophy of the University of Pará.

He was detained in the middle of the street while, accompanied by another person, he was leaving the house of a relative on Avenida Brás de Aguiar.

He was immediately taken to the headquarters of the Military Police.

During the first months of the dictatorship, ownership of the registry office was taken from Ruy. At the university, he was forced into retirement, receiving as a pension less than 10 percent of his salary.

For the following fifteen years, the poet survived as a lawyer in the office of his father, Alarico Barata, and as a journalist for the publications Flash and Folha do Norte.

By then, the latter newspaper had already been sold to Rômulo Maiorana in 1973.

In the newspapers, he was forced to sign his texts with pseudonyms, such as Valério Ventura, in order to avoid censorship by the Federal Censorship Office.

In 1979, with the Amnesty Law, Ruy finally recovered his freedom of expression.

He was able to be reinstated to the university faculty, teaching Brazilian Literature.

And he could once again express himself through the press.

On the fifteenth anniversary of the Military Dictatorship, on April 2, 1979, newspapers in Belém sought out those who had been silenced by censorship.

On that day, O Estado do Pará published an interview with Ruy Barata under the title “The Revolution Seen by Someone Whose Rights Were Revoked.”

In it, the poet revealed that he had preserved in his memory, with precision, what had happened in Pará since the Military Coup of April 1964.

He knew exactly facts that would later be confirmed by researchers.

For him, it had been useless for the promoters of the Military Coup in Pará to hide in anonymity.

Confidently, Ruy declared in the interview:

“The Revolution in Pará was carried out by the Cooperative of Marajó Ranchers. The headquarters of these people was the Cooperative.”

Six days later, the same newspaper, O Estado do Pará, continuing its series of articles about the Military Coup in Pará, published an interview with one of the conspirators under the title “A Conspirator Who Wants Amnesty for Brizola.”

It was rancher Cláudio Dias.

When interviewed by the newspaper, the rancher appeared willing to make public what had only been known among the clandestine groups of the conspirators.

He revealed details about the preparation for the Military Coup, referring to the ranchers:

“We began contacting ranchers from other regions of the country. At the time, I made a series of visits throughout the country. I contacted people from the North, South, Southeast, and East of Brazil, and we discussed ways to obstruct the uprising that was being organized.

We exchanged information about the main communist leaders in the regions. In these contacts, I also realized that all the ranchers were arming themselves and distributing weapons throughout their properties to be used in the event that we had to confront the organized left of that period.

Fortunately, it was not necessary. Once the contacts had been made and with a complete dossier on the main leftist leaders of Pará, I went to the 8th Military Region and handed over a complete report on everyone involved.

At the same time, meetings were held almost daily at my house in order to gain the support of the undecided and establish the final plan for the uprising.

Among the conspirators at that time were the current senator, then Lieutenant Colonel Jarbas Passarinho, the current governor Alacid Nunes, Clóvis Morais Rego, José Alberto Couto da Rocha, Laércio Franco, and others.

Simultaneously, our wives organized with the Church the famous march known by all as God for the Family.”

Other Valuable Information Preserved by the Poet

Another important fact memorized by Ruy Barata helped to dismantle the alleged idea that there had been little violence during the Military Coup in Pará in comparison with what occurred in other states.

In the interview, Ruy maintained that cases of torture of political prisoners had indeed taken place in Pará, within the Navy.

One of the victims of these tortures was later identified by the well-known social columnist Pierre Beltran. The victim had been his father.

But these were not the pieces of information preserved by Ruy that seemed to trouble him the most in 1979 because they remained ignored by the people of Pará.

What disturbed him most related to the behavior of the Archbishop of Pará, Dom Alberto Ramos, in the days following the Military Coup.

Ruy had followed the actions of members of the Catholic Church during that period with great interest, as he showed in the interview.

What he said about Catholics would gradually be confirmed later through research carried out in newspapers of the period preserved at the Centur archives.

Ruy referred, for example, to the active participation of Pará’s Catholic youth in the struggle for social reforms.

He spoke of the Right of Asylum as a tradition maintained by the Church since the Middle Ages.

And he said that this tradition had been respected by priests such as Aluysio Neno, when they welcomed foreign students participating in a Latin American meeting that had been abruptly interrupted by the military.

He also seemed to know a great deal about Dom Alberto’s actions in that context.

For example, he showed that he knew of the archbishop’s participation in the March of the Family with God for Liberty.

The very march which, as Cláudio Dias would reveal days later, had been organized by the wives of cattle ranchers.

He even knew that Dom Alberto had violated a rule of clergy meetings, according to which they should always be held behind closed doors.

He made public the meeting of that month of April 1964.

“Because Dom Alberto needed to give public proof that he supported the coup,” Ruy said.

Indeed, at that meeting, the archbishop imposed a series of measures to prevent the activities of priests and laypeople who were politically active in accordance with the social encyclicals of Pope John XXIII through Catholic Action in Belém.

But that was not all that Ruy wanted to bring to public attention that year.

Why was there something more?

Had he read the document Repression in the Church of Brazil, prepared by the Archdiocese of São Paulo the previous year?

The “Clerical Swindle”

Through that document, the Church of São Paulo had demonstrated, in a shocking way, the falsehood with which the conspirators had manipulated the religious feelings of the Brazilian population in order to obtain middle-class support for their plans to establish a military dictatorship in Brazil.

Through the press, they had sustained a campaign of social panic related to the supposed threat of the emergence of a perverse communist regime in Brazil.

And, in reaction to this supposed threat, they had promoted the March of the Family with God for Liberty.

If Ruy read the document, he learned how the Archdiocese of São Paulo showed in 1978 the “clerical swindle” imposed upon Christians by the conspirators who claimed they wanted to overthrow João Goulart in order to defend Brazil’s democratic and Christian society.

During the fourteen years since Goulart’s removal, the document showed, the Military Dictatorship had killed six priests and one seminarian. Thirteen other religious figures — priests and bishops — had received death threats.

Eight members of the Church — bishops, priests, and laypeople — had been kidnapped. Ten priests had been expelled from Brazil. Two priests had been banished. Seventy-five Catholics had been targeted in their personal safety through police summonses.

Several Catholic radio stations came to operate under merciless censorship. The broadcasting license of Rádio 9 de Julho, belonging to the Archdiocese of São Paulo, was revoked. And the newspaper O São Paulo, from the same archdiocese, was even forbidden to publish Bible verses.

Could this document have been the reason why Ruy Barata announced in the interview that he would show in detail the actions of the archbishop through what he called his “proclamations,” made during the days when the Military Coup was being consolidated in April 1964?

The “proclamations” were, in fact, statements of support for the conspirators, made in interviews, sermons, and through the publication in newspapers of the Archdiocesan Bulletin written by the archbishop.

Ruy promised in the interview:

“I am going to tell all of this in my book. I am going to tell the stories of the proclamations of the archbishop, and I can show you some of them. I am taking everything from the newspapers so that no one will say that I am making things up.”

Unfortunately, the poet died without managing to write that book.

Since no one wanted to deal with this dangerous subject, Dom Alberto’s “proclamations” remained hidden for decades in bundles of old newspapers at Centur.

Thus, during the Amnesty Law period, the people of Pará never learned what Ruy wanted them to know about Dom Alberto.

Now, in the absence of the poet, let us fulfill his wish.

And let us publicize the statements that the archbishop made on three occasions.

The first came only forty-eight hours after the Military Coup.

On the previous day, the humiliating arrest at Belém Airport of Father Aluysio Neno, head of the Basic Education Movement (MEB), had taken place.

Presented by the conspirators as “communist-inspired,” the MEB has in fact operated from its creation in 1961 until today under the sponsorship of the National Conference of Bishops of Brazil. Its mission is to promote literacy among Brazilian adults excluded from the country’s educational system.

By the time these statements by the archbishop were published, another priest had already been detained by the Army: Diomar Lopes, ecclesiastical assistant to the Catholic University Youth.

And Father Moisés Lindoso, who worked with the Catholic Workers’ Youth, was being harassed because, together with Father Aluysio Neno, he had sheltered foreign students persecuted by the military in the Priests’ House in Cidade Velha.

The text of these first statements was written by Dom Alberto with care and deliberation, after all, three priests of his clergy were under persecution by the conspirators.

“Let Us Ask Jesus to Enlighten the Victors of the Present Hour”

Folha do Norte, April 3, 1964

“If there are countries marked by a historical predestination to be instruments of Divine Providence, Brazil is one of them. Since the earliest days of its discovery, it rose in the hands of Friar Henrique de Coimbra together with the Consecrated Host.

Whenever powerful forces seek to remove it from this path, even with the support of praiseworthy and necessary campaigns, the giant finds the solution to evolve and adapt itself to new circumstances without breaking faith with its original traits and without denying its past.

Thus it happened with Independence, with the Abolition of Slavery, with the Proclamation of the Republic, with the improvement of its constitutional forms. More than other peoples, Brazil succeeds in overcoming difficulties without the shedding of the blood of its children.

They wanted to violently disturb the natural and gradual development of this young and vigorous country, waving sympathetic banners that later proved to be illusory will-o’-the-wisps.

They seized upon the just aspirations of the working classes in order to poison them with servility and foreign impositions or with the denial of spiritual values, ridiculing prayers and rosaries.

Let us ask Jesus, the Savior, to enlighten the victors of the present hour so that they may restore order without violence or petty vengeance, and guide Brazil toward its true destiny.”

More statements by the archbishop were published in the “Archdiocesan Bulletin” section of Folha do Norte on April 15, 1964.

“May the New President of the Republic Be Successful”

Folha do Norte, April 15, 1964

“Today there will be a Mass for Brazil. We shall pray that the new President of the Republic may be successful in the arduous mission entrusted to him by the Nation, and we shall pray for Brazil.

The Archdiocese of Belém took the initiative of offering the celebration of the Holy Sacrifice of the Mass. And the State Government issued the official invitations.

But the people should not wait for invitations to attend the Metropolitan Cathedral today and accompany the celebrant in his prayers. More than ever, we need to implore divine protection so that we may return to a period of tranquility and so that those Brazilians whose minds had been led astray by the Soviet myth may recognize their errors.

All Catholic associations, religious communities, and the Metropolitan Chapter are invited to be present at 9 a.m. at the Cathedral of Our Lady of Divine Grace.”

On that same April 15, Dom Alberto Ramos spoke during his sermon at the thanksgiving Mass for the Military Coup, celebrated at Belém Cathedral.

Part of what he said in that sermon was published in an article in O Liberal.

“The Archbishop Highlighted the Personality of President Castelo Branco”

O Liberal, April 16, 1964

“On their knees, the people of Pará ask God for the happiness of Brazil. At 9 a.m., in the Metropolitan Cathedral, D. Alberto Gaudêncio Ramos, Metropolitan Archbishop, officiated at the Thanksgiving Mass.

During the sermon, the Archbishop of Belém highlighted the personality of President Castelo Branco.

Therefore, he continued, we are certain that President Humberto Castelo Branco will fulfill the wishes and aspirations of those who elected him for this difficult mission, at this moment when the country sees itself free from communism.

The Archbishop of Belém also emphasized the importance, for the Christian people, of the victory of Democracy, which was driving once and for all Marxist doctrine out of our country, where it had been introduced by bad Brazilians who wanted to see the nation in chaos and disorder.

In conclusion, he spoke of Christ’s victory over communism, a regime that had tried to separate Christians from Christ by infiltrating its followers into the most varied social groups in order to see the country plunged into anarchy and opposed to Christ.”

Another part of the sermon appeared in an article in Folha do Norte, also on April 16.

“Intrigue Was Undermining the Dignity of the Christian Family”

Folha do Norte, April 16, 1964

“With the Cathedral crowded with people, the Thanksgiving Mass for the redemocratization of the country was celebrated yesterday.

At the end of the Mass, D. Alberto recalled the events of the previous two years, when the country had been under the influence of some force that did not respect the will of a traditionally Christian people.

Strikes upon strikes were called for matters of little importance and did not represent the legitimacy of a just demand; strikes resulting from the fact that the country was under the domination of powerful organizations that received orders from foreigners to paralyze Brazil.

Communist infiltration.

The Archbishop recalled the events surrounding congresses, including student congresses, all of them systematically disturbed by agitators in the pay of public agencies and labor unions.

And the intrigue was so great and so carefully woven that it was undermining the dignity of the Christian family.

Subversive preaching was already bringing disrespect into homes when young people reached the point of blasphemy, telling their parents that Christ was not the Christ referred to by the Church.”

Tags: 1979Destaquefeitas por dom Alberto Ramos em 1964Ruy Barata queriatornar conhecidas declarações
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Oswaldo Coimbra

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Oswaldo Coimbra é escritor, jornalista e pesquisador.

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