Dois homens foragidos, suspeitos de pirataria nos rios de Cachoeira do Arari, no Arquipélago do Marajó, foram mortos pela Polícia Militar, neste final de semana, durante o cumprimento de mandados de prisão, expedidos pela justiça estadual. Um outro pirata foi baleado durante a ação e está internado em um hospital da região, sob custódia da polícia.
De acordo com o comando da PM destacado no Marajó, as mortes dos dois foragidos da justiça ocorreram em troca de tiros, durante a operação “Impacto nos Rios”, deflagrada na sexta-feira (03), para combater a pirataria nos rios e em comunidades ribeirinhas de Cachoeira do Arari.
Segundo o comando, os militares cumpriram mandados de prisão, apreenderam armas, recuperaram objetos roubados, mataram dois foragidos e feriram outro durante um tiroteio na noite de sexta. O coronel PM Josimar Leão informou que a intervenção policial com morte ocorreu no Rio Anuerá, numa ação que ele participou.
A operação foi para cumprir mandados de prisão contra os acusados de pirataria Wanderlei Benedito dos Santos Vilhena, o Vá Belém e os filhos dele, Robson Vilhena dos Santos e Rafael Vilhena dos Santos.
No Rio Anuerá, os policiais teriam sido recebidos a tiros e no revide balearam os três, que ainda foram socorridos e levados para o Hospital de Salvaterra, mas dois deles, Vá Belém e Rafael Vilhena não resistiram. Robson Vilhena ficou internado.
Ana Maria Moraes Vilhena, mulher de Vá Belém e mãe de Robson e Rafael, foi presa, acusada de integrar o bando e de ter a função de guardar os objetos roubados.
Ainda segundo a PM, o trio já era conhecido dos policiais pelos crimes de pirataria na região e chegaram a ser indiciados por roubo majorado. Vá Belém e o filho Robson já tinham mandados de prisão em aberto e Rafael tinha passagens pela polícia.
Na Vila Guarajá, os militares apreenderam armas de fogo e munições que estavam em poder de Pedro dos Santos Damasceno, que também tinha mandado de prisão em aberto, acusado de guardar os produtos roubados por piratas e as armas. Ele conseguiu fugir.
Em outra casa, João Batista Lopes foi preso com uma espingarda calibre 12 e munições, que a polícia acredita serem utilizadas pelos piratas para cometer os roubos nas embarcações e nas casas de ribeirinhos.
Também foi preso o indivíduo Jonas Maués Martins, o “Jhon Jhon”, que tinha mandado de prisão pelo crime de pirataria cometido em 2017. Ele estava de posse de um barco roubado em Abaetetuba.
Entre os objetos apreendidos na casa de Jhon Jhon estão ferramentas para lixar, furar, cortar e aplainar embarcações, dois motores de rabetas e um barco roubado avaliado em R$ 50 mil. Durante a operação, os militares também apreenderam espingardas, munições, celulares, uma motosserra e ferramentas em vários locais. (Com informações do portal Notícia Marajó).















