Três dias depois de levantar o 51º título paraense em cima do maior rival, o Paysandu Sport Club voltou a campo e mostrou que a conquista estadual não foi apenas festa de ocasião. Na noite desta quarta-feira (11), na Curuzu, o Papão confirmou que vive um momento de evolução e confiança ao derrotar a Associação Atlética Portuguesa por 3 a 1, garantindo vaga na terceira fase da Copa do Brasil.
O resultado vai além da classificação. A vitória assegura ao clube bicolor uma premiação de cerca de R$ 1 milhão, reforçando os cofres e dando fôlego ao projeto de temporada. Mais do que isso, consolida um time que parece ter encontrado identidade, intensidade e poder de reação — ingredientes que fizeram a torcida sair novamente da Curuzu com a sensação de que o elenco está crescendo no momento certo.
O triunfo desta quarta-feira também reforça o embalo iniciado no clássico contra o Clube do Remo, quando o Paysandu conquistou mais um capítulo de sua hegemonia no futebol paraense. Se no estadual a equipe mostrou força para superar o maior rival, na competição nacional demonstrou maturidade para impor ritmo e controlar o jogo diante de um adversário tradicional.
Agora, o horizonte aponta para um novo duelo contra outra Lusa. Na próxima fase da Copa do Brasil, o Papão deve encarar a Associação Portuguesa de Desportos, de São Paulo — confronto que promete testar o crescimento do time bicolor diante de um clube de maior tradição no cenário nacional.
Entre a taça recém-erguida e a classificação conquistada, a mensagem que sai da Curuzu é clara: o Paysandu não quer viver apenas de memória ou rivalidade regional. Quer aproveitar o embalo, crescer na temporada e transformar o bom momento em campanha nacional consistente.
Empolgado com o título do Parazão, o Paysandu recebeu o time carioca e não decepcionou sua torcida. O Lobo começou frio e desatento, com isso a Lusa cresceu e começou melhor que o dono da casa. E depois de vário sustos de perigo de gol da Lusa o Paysandu despertou, melhorou na partida e achou seu gol.
Veio o segundo tempo e o Paysandu deslanchou, ampliou o placar e venceu com propriedade seu adversário. O Lobo ainda viu a Lusa diminuir mas não dava tempo para mais nada. O Paysandu construiu uma bela vitória.
Eficiência bicolor
Pelo regulamento desta fase, não há vantagem para nenhum dos lados. Em caso de empate no tempo normal, a decisão da vaga é levada diretamente para as cobranças de pênaltis, aumentando a tensão de um confronto sem margem para erro.
A bola rolou e foi a Portuguesa que começou melhor, parecia estar aos pés do Corcovado e não se intimidou com o atual campeão paraense, criando uma série de lances de perigo. O Paysandu por sua vez começou morno, tímido e de ressaca da final do estadual.
Mesmo diante desse cenário, foi o Paysandu quem criou a primeira grande oportunidade da partida. Aos 14 minutos, em jogada pela esquerda do ataque, Taboca cruzou e a bola sobrou limpa para Hinkel. O atacante apareceu livre dentro da área, sem qualquer marcação, com tempo para finalizar, mas o garoto isolou a bola, mandando por cima do gol e desperdiçando uma chance incrível na Curuzu.
Depois de desse lance o Paysandu criou gosto pela partida, encaixou a marcação e começou a tomar pra si as ações do jogo e passou a dominar a partida. O Lobo ficou envolvente e começou a amadurecer seu gol.
Mas a Portuguesa não estava morta. Aos 36, Guilherme Silveira foi lançado na área, o atacante matou no peito, cortou o zagueiro e na hora de fazer um golaço a bola riscou a trave e saiu. Quase uma pintura da Lusa na Curuzu.
Só que não deu tempo nem de lamentar. No lance seguinte, Caio Melo recebeu no meio, avançou e do meio da rua mandou um chutaço no cantinho do goleiro. Um golaço do garoto bicolor. Lobo 1 a 0.
O gol deu confiança para o Paysandu que continuou melhor na partida. O ,Bicolor ainda teve oportunidade de ampliar o placar mais a bola não entrou. O primeiro tempo foi de um bom futebol, com as equipes em busca do gol a todo instante e com várias chances criadas. No fim, a vitória parcial do Lobo: 1 a 0.
Ampliou e carimbou vitória
O segundo tempo começou em ritmo acelerado. Logo nos primeiros minutos, as duas equipes criaram grandes oportunidades para mexer no placar, deixando a partida aberta.
Mas, aos 10 minutos, o Lobo uivou novamente. Em cobrança de falta de Luciano Taboca, o lateral-esquerdo bateu no cantinho; o goleiro conseguiu a defesa, mas Kleiton Pego apareceu atento para aproveitar o rebote e ampliar o placar. Um gol de alívio para o Paysandu, que já percebia a Portuguesa crescer na partida. Era o 2 a 0 para o eficiente Papão.
Mas ainda faltava o gol do maestro bicolor. Aos 23 minutos, em mais uma jogada de pressão do Paysandu na saída de bola da Lusa, Thalysson roubou a bola e finalizou. O goleiro da Portuguesa fez a defesa, porém o rebote caiu nos pés de Marcinho, que bateu no contrapé do arqueiro adversário. Era o terceiro do Lobo: 3 a 0. O Paysandu deitava e rolava na segunda etapa, enquanto a Lusa já parecia entregue em campo.
E quando todos esperavam o apito final ainda deu tempo do gol da Lusa. Edicley recebeu no lado direito do ataque, ele cortou o zagueiro e mandou de muito longe, no ângulo, sem chances para Gabriel Mesquita. 1 a 3. Um golaço da Lusa.
Depois do terceiro gol, o jogo praticamente ganhou seus contornos finais. O Paysandu fez um segundo tempo eletrizante e, com muita competência, construiu um placar justo e merecido.
O Lobo foi eficiente, soube golpear nos momentos certos e matou a partida quando teve oportunidade. Mesmo nos instantes em que a Lusa tentava crescer no confronto, o Papão reagia rapidamente para se impor dentro da Curuzu. No fim das contas, uma grande atuação diante da sua torcida.
RAIO X DA PARTIDA
Local: Estádio Leônidas Castro (Curuzu)
Gols: Caio Melo, Cleiton Pego e Marcinho (Paysandu) e Edicley (Portuguesa RJ)
Paysandu: Gabriel Mesquita; Edilson, Castro, Iarley, Taboca (Jp Galvão), Pedro Henrique, Caio Mello e Marcinho(Salomoni); Kauã Hinkel (Thalisson), Kleiton Pego e Ítalo Carvalho. Técnico: Júnior Rocha
Portuguesa- RJ: Douglas Borges; Lenon, Patrick, Wellingnton, Guilherme Santos; Henrique Rocha, William, Gutemberg (Elicley)e Anderson Rosa(Uelber); Guilherme Silveira(Romarinho) e Léo Muchacho. Técnico: Alfredo Sampaio.
Árbitro: Jonathan Benkenstein Pinheiro (RS);
Árbitro Assistente 1: Michael Stanislau (RS);
Árbitro Assistente 2: Leirson Peng Martins (RS);
Quarto Árbitro: Klever da Costa Lobo (PA);
Analista de campo: Lúcio Ipojucan Ribeiro da Silva de Mattos (PA).
MELHORES MOMENTOS E GOLS:















