Em coletiva de imprensa em frente à Presidência do Senado, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, congressistas e lideranças do partido NOVO de todo o Brasil, como o ex-deputado federal e ex-procurador coordenador da PGR no Paraná na Operação Lava Jato, Daltan Dalanol, anunciaram o ingresso de várias ações de peso nesta segunda-feira (9).
Representações:
Impeachment de Alexandre de Moraes
O governador Zema, apresentou um novo pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Algo inédito na República do Brasil. Citou como justificativa supostas ligações do magistrado com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Afastamento de Davi Alcolumbre
Na sequência, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) anunciou que o partido protocolou uma representação no Conselho de Ética do Senado pedindo o afastamento do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo o parlamentar, a iniciativa ocorre após o que ele classificou como abuso das prerrogativas do cargo e falta de atuação diante de temas que, na avaliação dele, contribuem para um cenário de insegurança jurídica no país.
Engavetador-Geral da República
Acusado de agir como o antecessor, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nominado Engavetador-Geral da República, Alcolumbre, segundo o senador cearense, criticou o que chamou de inércia da presidência do Senado diante de pedidos de impeachment contra ministros do STF e mencionou a demora na instalação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar o caso envolvendo o banco Master.
Outras razões
Entre os pontos apontados por Girão para justificar a representação contra Alcolumbre estão também gastos com publicidade institucional do Senado e a ausência de sessões deliberativas durante o mês de fevereiro.
Notícia-crime contra Dias Toffoli
A bancada do Novo protocolou também uma notícia-crime na Procuradoria-Geral da República (PGR) e uma comunicação à Polícia Federal (PF) contra o ministro Dias Toffoli.
Motivação
Um suposta “interferência atípica” em investigações sobre o Banco Master, quando Toffoli atuou como relator do caso Master no STF justificou, em parte a ação. O pedido aponta também possíveis crimes de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial, solicitando o afastamento imediato do ministro de qualquer julgamento que envolva o inquérito. Mas, não pede a prisão dele.
Val-André Mutran é repórter especial para o Portal Ver-o-Fato e está sediado em Brasília.
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