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Home Cultura

Parece inacreditável, mas Landi foi desprezado e esquecido no Pará durante mais de 100 anos

Oswaldo Coimbra por Oswaldo Coimbra
28/11/2025
in Cultura
Parece inacreditável, mas Landi foi desprezado e esquecido no Pará durante mais de 100 anos

A Igreja de Santana, de Landi, apresentada por Paulo Albuquerque, na revista paulista

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Quando Antônio Giuseppe Landi morreu, em Belém, em 1791, com quase 78 anos de idade, chegava ao fim a carreira de um artista que, ao longo de 53 anos — na Itália, em Portugal e, sobretudo, no Brasil — produziu cerca de 400 obras, entre gravuras, desenhos, projetos arquitetônicos e edificações construídas. Quase metade de sua vida foi passada na Amazônia.

Apenas em Belém, Landi construiu ou participou da construção de sobrados, da Casa das Onze Janelas, do Palácio Lauro Sodré (antigo Palácio dos Governadores e atual Museu do Estado do Pará), de igrejas (São João, Santana, Mercês, Carmo, Rosário dos Homens Pretos, Santo Alexandre) e de capelas (dos Pombo, do engenho do Murutucu, de Santa Rita — da antiga cadeia —, da Ordem Terceira do Carmo e da Ordem Terceira dos Franciscanos).

Apesar dessa produção abundante, o nome de Landi permaneceu ausente, por muitas décadas, dos documentos oficiais que tratavam das principais edificações do Pará, especialmente a partir do surgimento, entre os paraenses, do movimento a favor da Independência do Brasil. Hoje muito admirado, Landi foi, naquele período, visto como uma lembrança incômoda da fase colonial da História do Pará.

No Seminário “Landi e o Século XVIII”, realizado em Belém em 2003, o historiador Aldrin Moura afirmou:
“O fim do século XIX via a colônia com desdém e, mais do que isto, procurava riscar do mapa esses tempos da dominação portuguesa”.

Na verdade, já em 1784 a atuação de Landi apareceu de modo ambíguo em um texto em que a Igreja de Santana foi identificada como obra dele. Isso ocorreu na “Miscelânea histórica para servir de explicação ao prospecto da cidade do Pará”, escrita pelo naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira. Nesse texto, o cientista apontou um defeito na construção da igreja, numa atitude que parece expressar um desejo de diminuir a importância de Landi diante da nova ordem política instalada em Portugal com a ascensão ao trono de Dona Maria I.

Nessa nova ordem, tudo o que estivesse relacionado ao reinado anterior — o de Dom José I — precisava ser depreciado. Como se sabe, Dom José I governou Portugal sob forte influência do Marquês de Pombal, cujo meio-irmão, Francisco Mendonça Furtado, governador do Grão-Pará, chefiou a Comissão de Demarcações de Limites à qual Landi pertenceu. Com ele, Landi criou laços de confiança e amizade.

O Brasil se tornaria independente de Portugal apenas três décadas após a morte de Landi. E só dezesseis anos depois de sua morte seu nome reapareceria pela primeira vez: Antônio Ladislau Monteiro Baena o mencionou no “Compêndio das Eras da Província do Pará”, publicado em 1838.

Depois disso, transcorreram sete anos sem nova menção a Landi. Em 1845, o vice-presidente da Província do Pará, João Maria de Moraes, ao abrir a legislatura da Assembleia Provincial, informou que a Igreja de Santana estava em perigo de desabamento — sem mencionar o nome do construtor, como se verifica na publicação desse pronunciamento naquele mesmo ano.

O estado ruinoso da igreja seria mencionado em outros dois documentos oficiais: no discurso do presidente da Província Jerônimo Francisco Coelho, na abertura de uma sessão da Assembleia Legislativa Provincial, em 1848; e no relatório do presidente Fausto Augusto d’Aguiar, de 1851. Em ambos, o nome de Landi também esteve ausente.

O arquiteto italiano igualmente não foi citado, nove anos depois, em um documento guardado pelo Arquivo Público do Pará: a correspondência do diretor da Repartição de Obras Públicas, José Coelho da Gama e Abreu, relatando o andamento das obras de recuperação da igreja.

Entre 1893 e 1895, a Revista Militar — importante publicação de divulgação científica e técnica em Portugal — publicou uma série de biografias de arquitetos, cartógrafos, desenhadores, engenheiros, fortificadores e naturalistas assinadas por Francisco de Souza Viterbo. Em comum, todos esses profissionais haviam servido ao governo português. Finalmente, Landi foi incluído entre eles. Mas o silêncio sobre ele foi quebrado fora do Brasil.

Em 1904, Viterbo voltou a citá-lo, em um verbete de sua obra monumental que reunia o material anteriormente publicado na revista, intitulada “Dicionário Histórico e Documental dos Arquitetos e Engenheiros Construtores Portugueses a Serviço de Portugal”.

Em 1938, outro autor português, Magalhães Bastos, mencionaria Landi no catálogo de manuscritos da Biblioteca Pública do Porto, ao referir-se a um de seus documentos antigos.

O ano de 1951 chegou e Landi continuava sendo lembrado apenas no exterior. Nesse ano, tornou-se tema de um ensaio escrito por um pesquisador norte-americano, Robert Chester Smith, professor da Universidade da Pensilvânia e decano do Colégio de Arte de Buenos Aires. O ensaio foi publicado em espanhol, na capital argentina, no quarto número dos Anales del Instituto de Arte Americano e Investigadores Estéticos.

Dois anos depois, porém, finalmente o silêncio se quebrou também no Brasil, graças a um arquiteto paraense de origem norte-americana. Em 1953, Paul Albuquerque publicou, na revista Habitat, editada pelo Museu de Arte de São Paulo e especializada em arquitetura, o artigo “Arquiteto Antônio José Landi”. O texto foi ilustrado por dez fotos, quatro delas feitas pelo próprio autor.

  • Oswaldo Coimbra é escritor e jornalista
    (Ilustração: A Igreja de Santana, de Landi, apresentada por Paulo Albuquerque, na revista paulista.)

English into translation

It seems unbelievable, but Landi was despised and forgotten in Pará for more than 100 years.

When Antônio Giuseppe Landi died in Belém in 1791, at almost 78 years old, the career of an artist who, over 53 years — in Italy, in Portugal, and especially in Brazil — produced around 400 works came to an end. His output included engravings, drawings, architectural designs, and constructed buildings. Nearly half of his life was spent in the Amazon.

In Belém alone, Landi built or collaborated in constructing townhouses, the Casa das Onze Janelas, the Palácio Lauro Sodré (formerly the Palace of the Governors and now the Museum of the State of Pará), several churches (São João, Santana, Mercês, Carmo, Rosário dos Homens Pretos, Santo Alexandre), and chapels (the Pombo chapel, the Murutucu mill chapel, Santa Rita — of the old jail —, the Third Order of Carmo, and the Third Order of the Franciscans).

Despite this abundant production, Landi’s name remained absent for many decades from official documents concerning the principal buildings of Pará, especially after the emergence of the movement for Brazilian Independence among the local population. Although widely admired today, Landi was then viewed as an uncomfortable reminder of the colonial period in Pará’s history.

At the seminar “Landi and the 18th Century,” held in Belém in 2003, historian Aldrin Moura stated:
“At the end of the 19th century, the colony was regarded with disdain and, more than that, there was an effort to erase from the map those times of Portuguese domination.”

In fact, as early as 1784, Landi’s work appeared in an ambiguous manner in a text identifying the Church of Santana as his work. This occurred in “Miscellany of Historical Notes to Explain the Prospect of the City of Pará”, written by the naturalist Alexandre Rodrigues Ferreira. In this text, the scientist pointed out a flaw in the church’s construction — an attitude that seems to express a desire to diminish Landi’s importance within the new political order established in Portugal with the ascension of Queen Maria I.

In this new order, anything associated with the previous reign — that of King José I — needed to be depreciated. As is well known, José I ruled Portugal under the strong influence of the Marquis of Pombal, whose half-brother, Francisco Mendonça Furtado, governor of Grão-Pará, headed the Boundary Demarcation Commission to which Landi belonged. Landi developed ties of trust and friendship with him.

Brazil became independent from Portugal only three decades after Landi’s death. And only sixteen years after his passing did his name reappear for the first time: Antônio Ladislau Monteiro Baena mentioned him in the “Compendium of the Eras of the Province of Pará”, published in 1838.

After that, seven more years passed without any mention of Landi. In 1845, the vice-president of the Province of Pará, João Maria de Moraes, in opening the Provincial Assembly’s legislative session, reported that the Church of Santana was in danger of collapsing — without citing the name of its builder, as shown in the publication of his speech that same year.

The church’s ruinous state was mentioned again in two other official documents: in the speech of provincial president Jerônimo Francisco Coelho at the opening of a session of the Provincial Legislative Assembly in 1848, and in the 1851 report by president Fausto Augusto d’Aguiar. In both cases, Landi’s name was absent.

The Italian architect also went unmentioned nine years later in a document kept at the Public Archives of Pará: correspondence from the director of the Department of Public Works, José Coelho da Gama e Abreu, reporting on the progress of the church’s restoration.

Between 1893 and 1895, Revista Militar — an important Portuguese journal for the dissemination of scientific and technical knowledge — published a series of biographies of architects, cartographers, draftsmen, engineers, fortification experts, and naturalists written by Francisco de Souza Viterbo. These professionals all had in common their service to the Portuguese government. Landi was finally included among them. But the silence surrounding him had been broken outside Brazil.

In 1904, Viterbo mentioned him again, in an entry of his monumental work compiling all the material previously published in the journal, entitled “Historical and Documentary Dictionary of Architects and Construction Engineers in the Service of Portugal.”

In 1938, another Portuguese author, Magalhães Bastos, referenced Landi in the manuscript catalog of the Public Library of Porto, mentioning one of his old documents.

By 1951, Landi was still remembered only abroad. That year, he became the subject of an essay by American researcher Robert Chester Smith, professor at the University of Pennsylvania and dean of the Buenos Aires College of Art. The essay was published in Spanish, in the fourth issue of the Anales del Instituto de Arte Americano e Investigadores Estéticos.

Two years later, however, the silence was finally broken in Brazil thanks to a Pará architect of American origin. In 1953, Paul Albuquerque published, in Habitat, a magazine edited by the São Paulo Museum of Art and specialized in architecture, the article “Architect Antônio José Landi.” The article was illustrated with ten photographs, four taken by the author himself.

@Oswaldo Coimbra is a writer and journalist
(Illustration: The Church of Santana, by Landi, presented by Paulo Albuquerque in the São Paulo magazine.)

Tags: Destaquedurante mais de 100 anosesquecido no ParáLandi foi desprezadoParece inacreditável
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