Os paraenses uniram os mais diversos setores contra os lisos e potoqueiros que estão feito manga na Belém da COP30. Daniel’s e Barbalhos, os Petrolão e Rachadinha, os açaí com e sem açúcar, remistas e rebaixados, mototaxistas e moto uber, Joelma e Ximbinha, garças e urubus, quem mora antes ou depois do Entroncamento, todos, todas e todes contra as pautas do eixo.
Coitado do Márcio Gomes, fez matérias tão legais, mas foi pego sob influência da fome na cidade onde prometeram a criatividade gastronômica. A coxinha de 30 estava recheada de revolta. As jornalistas paraenses logo correram pra mostrar que liso fica em casa. Uma apontou que tinha refeição, com direito a sobremesa e suco, por 40; a outra disse que é a COP mais barata, porque na anterior a refeição era 100 dólares (égua!); enquanto outra foi mais fundo: descobriu que o povo paga mais de 4 mil reais por metro quadrado no stand.
Os lisos da CNN logo ficaram famosos na cidade. Não sei se tem algo a ver com a reclamação das trabalhadoras do sexo, que chiaram contra a lisura dos visitantes. Esperavam pelo pagamento em dólar e ganharam aborrecimento por muita pechincha. Gringos lisos, loiros sem nada pra dar.
As potocas continuaram com tudo e o paraense não arreda o pé quando o assunto é defender o estado. Informações descontextualizadas ou xenofóbicas estão sendo respondidas nas redes sociais quase que instantaneamente. O Celso Sabino até lavou alma quando retrucou a pauta da coxinha durante entrevista.
O jornalista da CNN foi falar que o Teatro da Paz ia voltar a ficar bonito somente para a COP…De novo, mexeu no vespeiro, haja textão. Esse nunca mais volta. Liso e potoqueiro. O bom é que até o marketing do povo esta usando sua vulnerabilidade econômica para angariar clientes: “esse até os funcionários da CNN compram”, diz um panfleto. Deve ser barato.
Como já nas bastasse…quem chega a Belém? O MBL. Pior, representado pelo tal Mamãe Falei…sim, aquele mesmo da Ucrânia. Meteu o pé na cidade, chamou de fedorenta e tudo. Os paraenses já se organizam nas trincheiras.















