Uma professora do estado está indignada com a atitude do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), em usar todos os meios jurídicos disponíveis para cortar os direitos da categoria. Essa indignação também é extensiva ao polêmico ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). (Leia a íntegra da decisão dele no final da matéria)
Moraes acatou recurso da Procuradoria Geral do Estado (PGE) e derrubou conquistas obtidas em lei pelos professores. A categoria ajuizou recurso para que a questão seja levada a plenário do STF no julgamento de mérito.
A professora, que prefere se manter no anonimato para evitar perseguições do governo, divulgou um áudio em grupos de aplicativos, narrando a frustração dos trabalhadores da educação pública. O áudio teve cópia obtida pelo Ver-o-Fato
“Eu não acredito nisso, esse julgamento do ministro Alexandre de Moraes está deixando todo mundo maluco. Como pode uma lei, que é inscrita na Câmara, no Senado e depois levada para o Supremo, que levou três ano para homologar a lei, foi o Joaquim Barbosa que homologou em 2011, a lei 11.738 de 2008, a Lei do Piso, do Cristóvão Buarque. Isso é um absurdo. Como é que pode?”, questionou ela.
“Como é que o magistério, o professor, vai ser respeitado, se no próprio Supremo existe tanta contradição? Um homologa, a outra vem, no caso a ministra Carmem Lúcia, que era presidente nessa época, diz que o Joaquim Barbosa interpretou de forma equivocada (a lei). Será que um ministro se equivoca tanto para homologar, em contra cautela? Não dá para entender isso aí. A gente fica parece um bando de pássaros voando sem direção.”
Ouça o áudio da professora na íntegra:















