Um trecho da BR- 230, na rodovia Transamazônica, chegou a ser bloqueado anteontem por familiares e amigos de três jovens que foram executados em terras indígenas Parakanã, localizada a cerca de 30 km da sede do município de Novo Repartimento, no sudeste do Pará.
A manifestação de forma pacífica teve como objetivo cobrar agilidade e respostas das investigações do crime que vitimou Willian Santos Câmara, Cosmo Ribeiro de Souza e José Luís da Silva Teixeira, assassinados dentro da reserva em abril deste ano.
As famílias também pedem que a Justiça libere o laudo de como os rapazes foram mortos e que os culpados sejam identificados e presos.
Os três homens desapareceram após ter entrado na área para caçar. O MPF informou que moradores da região, armados, teriam ido até o local para acusar os indígenas de serem responsáveis pelo desaparecimento. Já os parentes dos desaparecidos contaram que, durante as buscas, os familiares foram mantidos em cárcere privado pelos indígenas.
Com autorização da Justiça Federal, após longos dias de buscas, uma operação conjunta, coordenada pela Polícia Federal com o apoio da Polícia Civil resultou na localização do corpo dos três jovens. Eles estavam enterrados em covas rasas. Familiares reconheceram os corpos das vítimas que despareceram na reserva no dia 24 de abril.
O advogado dos familiares disse que foram encontrados junto aos corpos objetos que pertenciam aos três desaparecidos. As causas das mortes não foram divulgadas até o momento. Na época do fato familiares e amigos das vítimas fizeram uma passeata cobrando por justiça.
















