Até os fiscais da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), da unidade de Carajás, ficaram surpresos ao apreender uma carga irregular que estava em uma carreta: eram 33 mil litros de cachaça, com destino a Igarapé-Miri. De acordo com a fiscalização, a cachaça era transportada sem o recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Iria passar na marra, mas deu errado.
A origem da carreta era Pirassununga, em São Paulo e a carga foi apreendida no posto fiscal Jarbas Passarinho, no município de Palestina do Pará, divisa com o estado do Tocantins. O motorista não soube fornecer maiores detalhes sobre a encomenda. Certamente para não complicar ainda mais quem o contratou.
Segundo os fiscais, a Sefa recebeu informações de que a cachaça havia entrado no Pará e esperou a carreta chegar à barreira para apreendê-la. O valor da mercadoria é de R$176.166,00.
A Sefa lavrou um Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 111.997,00, que inclui o ICMS não recolhido e multa. A cachaça vai ficar apreendida até que o dono apareça e pague o imposto para retirá-la.
A pergunta que ficou no ar: será que há tantos “papudinhos” em Igarapé-Miri para ingerir esses 33 mil litros de cachaça? Como lá é a “terra do açaí”, a turma parece ter preferência pela “água que passarinho não bebe”. Ou tem algo errado com o destino da carga.















