O Paysandu Sport Club começou sua caminhada na Série C do Campeonato Brasileiro com autoridade, personalidade e, acima de tudo, eficiência. Jogando fora de casa, o Papão não se intimidou diante do Volta Redonda Futebol Clube e assumiu o controle da partida desde os primeiros minutos, impondo ritmo, organização e superioridade técnica nos dois tempos.
Não foi apenas uma vitória — foi uma afirmação. O time bicolor dominou as ações, ocupou bem os espaços e criou diversas oportunidades claras de gol. A diferença no placar só não foi mais elástica por um detalhe decisivo: a atuação inspirada do goleiro adversário, que protagonizou defesas difíceis e evitou que bolas com endereço certo balançassem as redes.
Ainda assim, o desempenho coletivo do Paysandu deixa sinais animadores. A equipe mostrou consistência defensiva, intensidade no meio-campo e lucidez no ataque — características que, quando alinhadas, costumam pavimentar campanhas sólidas em competições longas e exigentes como a Série C.
Mais do que os três pontos conquistados longe de Belém, o que se viu foi um time com identidade, confiança e ambição. O Papão larga bem e, se mantiver esse nível de atuação, tende não apenas a crescer ao longo da competição, mas também a se consolidar como um dos protagonistas na briga pelo acesso.
Como foi o jogo
Dante de um Estádio Raulino de Oliveira esvaziado, o Papão impôs sua estratégia, venceu o Volta Redonda por 1 a 0 e largou com o pé direito na competição. O gol solitário foi marcado pelo estreante Juninho, aproveitando cruzamento preciso de Edilson — lance que sintetiza bem a eficiência bicolor na partida.
O resultado garante três pontos importantes logo na abertura e dá ao time paraense confiança para a sequência. O próximo compromisso será na segunda-feira, dia 13, contra o Brusque, na Curuzu.
A etapa inicial foi marcada por um jogo morno, de pouca intensidade e escassas oportunidades claras. O Volta Redonda até tentou assumir o controle com maior posse de bola nos minutos iniciais, mas esbarrou na falta de objetividade. Rodava a bola sem conseguir transformar domínio territorial em perigo real.
O Paysandu, por sua vez, demorou a se ajustar ofensivamente, mas foi quem criou a primeira chance relevante, aos 12 minutos, em cobrança de falta de Caio Mello, que passou rente à trave. A partir daí, o confronto ficou truncado, com muitas faltas e pouca fluidez.
Mesmo sem brilho, o Papão começou a crescer na reta final. Marcinho e Caio Mello levaram perigo em finalizações de média distância, exigindo boas intervenções do goleiro adversário. Nos acréscimos, uma falta sobre Kleiton Pego interrompeu um contra-ataque promissor, mas ainda assim a equipe bicolor fechou o primeiro tempo ligeiramente superior.
Segundo tempo: controle, susto e golpe decisivo
Na volta do intervalo, o equilíbrio permaneceu, mas o Paysandu passou a ocupar mais o campo ofensivo. A equipe criou boas jogadas, especialmente pelo lado esquerdo, e chegou a marcar com Caio Mello, mas o lance foi anulado pela arbitragem.
O Volta Redonda respondeu em um raro momento de lucidez, quando Felipinho acertou a trave em finalização colocada — o maior susto para a defesa bicolor em toda a partida.
Mas o controle do jogo já pendia para o lado paraense. E foi nesse cenário que saiu o gol da vitória: Edilson avançou pela direita e cruzou com precisão para Juninho, que, bem posicionado, finalizou para as redes. Estreante da noite, ele aproveitou a oportunidade aberta pela ausência de Ítalo e decidiu o confronto.
Administração e maturidade
Após abrir o placar, o Paysandu fez o que um time competitivo precisa fazer: reduziu o ritmo, fechou os espaços e passou a administrar a vantagem. O Volta Redonda até tentou pressionar, criando uma ou outra situação — como uma defesa reflexa de Gabriel Mesquita e uma cabeçada desperdiçada por Wellington Silva —, mas esbarrou na organização defensiva bicolor.
Sem se expor e mantendo o controle emocional, o Papão conduziu o jogo até o apito final sem maiores sustos.
Mais do que a vitória, o Paysandu mostrou maturidade, solidez e capacidade de adaptação. Não foi um desempenho brilhante, mas foi consistente — e, em uma competição longa e traiçoeira como a Série C, começar assim pode fazer toda a diferença.
RAIO X DA PARTIDA
Local: Estádio da Cidadania (volta Redonda RJ)
Gol: Juninho (Paysandu), no segundo tempo
Paysandu – Gabriel Mesquita, Edilson, Castro, Yeferson Quintana, Facundo Bonifazi; Pedro Henrique, Caio Mello e Marcinho; Hinkel, Kleiton Pego e Juninho. Técnico: Júnior Rocha
VOLTA REDONDA – Felipe Avelino, Wellington Silva, Lucas Adell, Bruno Barra, Alan Ferreira; Jean Victor, Dener e Wagninho; Romarinho, MV e Blanco.Técnico: William De Mattia.
Árbitro: Raimundo Rodrigues De Oliveira Junior (CE)Assistente 1: Jose Moracy de Sousa E Silva (CE)Assistente 2: Jorge Fernando Teixeira Bandeira Filho (CE)Quarto Árbitro: Jose Henrique Fernandes Vieira (RJ)
MELHORES MOMENTOS E GOL














