Querendo dar uma resposta imediata após o tropeço na rodada anterior e se manter firme entre os primeiros colocados, o Paysandu recebeu o Barra-SC neste sábado, dia 18, às 18h30, no Estádio da Curuzu, em Belém, em confronto válido pela terceira rodada da Série C do Campeonato Brasileiro.
O primeiro tempo foi marcado por muito equilíbrio e pouca fluidez. As duas equipes encontravam dificuldades na criação e produziam raras oportunidades até o gol bicolor. A partir daí, o cenário mudou: o jogo ganhou em intensidade, os espaços começaram a aparecer e ambos os lados passaram a buscar o ataque com mais frequência. Esse panorama, no entanto, voltou a se alterar com o gol de empate do Barra.
Após igualar o placar, a equipe catarinense adotou uma postura mais conservadora. Recuou suas linhas, fechou os espaços e praticamente abdicou de atacar, apostando na contenção para segurar o resultado. O Paysandu, por sua vez, teve mais a bola e tentou pressionar até o apito final, mas esbarrou na falta de repertório ofensivo para furar o bloqueio adversário e encontrar o gol da vitória.
A partida também escancarou limitações do Paysandu. Faltou repertório ofensivo e, sobretudo, opções no elenco para mudar o rumo do jogo. À beira do campo, o técnico Junior Rocha buscava alternativas, mas no banco não há um jogador capaz de mudar a história do jogo. O cenário deixa um sinal de alerta para a sequência da competição. Se quiser sustentar o status de candidato na Série C, o clube bicolor precisará olhar com atenção para o mercado e qualificar o grupo, sob risco de enfrentar uma trajetória mais árdua do que o esperado.
O Jogo
Com a bola rolando, o que se viu nos primeiros minutos foi um jogo amarrado, de muita disputa no meio de campo e pouca inspiração ofensiva. As equipes se estudavam, marcavam forte e encontravam dificuldades para romper as linhas defensivas. O Paysandu até tinha mais posse de bola, mas esbarrava na falta de criatividade e profundidade. Faltava infiltração, faltava ousadia. E, assim, os goleiros eram meros espectadores.
Mas o futebol, por vezes, se resolve em um único lampejo. E ele veio aos 26 minutos. Hinkel apareceu bem pelo lado direito do ataque e levantou a bola com precisão cirúrgica na área. Kleiton Pego atacou o espaço com oportunismo e, de cabeça, encobriu o goleiro Ewerton, marcando um golaço e quebrando a monotonia da partida. Papão 1 a 0.
A resposta do Barra foi uma bomba mortal. Aos 46, Warley recebeu no meio, passou por dois marcadores do Paysandu e mandou um “balaço” de fora da área, no cantinho, sem chances para Gabriel Mesquita. Outro golaço! 1 a 1.
Depois disso foi o fim do primeiro tempo. Foi uma etapa de um bom jogo de futebol. O jogo começou amarrado e após o Paysandu abrir o placar o jogo ficou aberto e o Barra achou seu gol deixando tudo para o segundo tempo. 1 a 1.
O segundo tempo começou com o Paysandu mordido pelo empate tomado. O Bicolor era dono das ações da partida mas não conseguia infiltrar a defesa dos catarinenses. A estratégia do Lobo então foi chutes de média e longa distância com a maioria sem direção. O jogo estava difícil para o Papão.
A defesa do Pescador era intransponível nesse segundo tempo, o Papão tentava infiltrar mas encontrava uma defesa muito bem postada e aguerrida. O jogo era todo no campo de ataque do Paysandu que rodava a bola, o tempo passava e nada acontecia.
O Papão não parou de tentar, mas o relógio também não parou de trabalhar e o juiz apitou o fim do jogo. Foi um segundo tempo em que só o Paysandu jogou, mas não jogou bem, teve a posse de bola e não soube atacar com eficiência. O Barra vendo que nada ia acontecer, ficou fechadidinho em seu campo de defesa e viu o relógio correr para conseguir um empate fora de casa contra o Paysandu. Fim de jogo: 1 a 1.
Escalações:
Paysandu: Gabriel Mesquita; Edilson, Castro, Bruno Bispo e Bonifazi(Juninho); Henrico, Caio Mello e Marcinho; Kauã Hinkel (Thalyson), Kleiton Pego(Taboca) e Ítalo(Lucas cardoso). Técnico: Junior Rocha
Barra: Ewerton; Fábio, Jean Pierre, Alemão e Da Rocha; Tetê, Henrique e Matheus Barbosa (Warley); Warley(Gabriel Silva), Cléo e Lucas Vargas. Técnico: Bernardo Franco
Arbitragem
- Árbitro: Afro Rocha de Carvalho Filho (PB);
- Árbitro Assistente 1: Schumacher Marques Gomes (PB);
- Árbitro Assistente 2: Rafael Guedes de Lima (PB);
- Quarto Árbitro: Djonaltan Costa de Araújo (PA).















