O Papão recebeu o América-MG e conquistou sua primeira vitória na série B, deixando a zona de rebaixamento. O primeiro tempo bicolor foi aquém do esperado pela torcida. O visitante jogou melhor e teve grandes chances de abrir o placar e complicar a vida do Lobo. No segundo tempo, porém, foi outro Paysandu, consistente, impetuoso e para cima. Podia ter feito mais se Nicolas não perdesse um pênalti
Paysandu e América-MG se enfrentaram na noite desta terça-feira (04), no estádio da Curuzu, pela oitava rodada do campeonato brasileiro da série C. O Paysandu veio a campo preocupado com o penúltimo lugar na tabela, mas empolgado e de lua de mel com a torcida, pois conquistou o título da Copa Verde, que foi sua segunda taça levantada no ano (conquistou o Parazão vencendo seu maior rival, o Remo, na final). Os bicolores enfrentaram o até então invicto América Mineiro.
A bola rolou e não deu nem tempo de piscar, o América entrou agressivo, marcando a saída de bola do Papão e perdendo uma chance inacreditável logo aos 2 minutos de jogo. Após cobrança de escanteio, a bola sobrou para Daniel Borges, que chutou de fora da área, Matheus Nogueira rebateu a redonda nos pés de Alê, mas o atacante, dentro da pequena área, de cara para ro gol, chutou no travessão. Incrível o gol perdido. A torcida bicolor quase infartou.
O Coelho começou melhor, no início de jogo os mineiros dominaram as ações da partida. Mas aos poucos o Papão foi acordando, acertando a marcação e equilibrando a partida, mas sem ferir a defesa Americana, sem conseguir finalizar no alvo.
E quando o jogo estava se encaminhando para o fim do primeiro tempo o América chegou de novo. Aos 49 minutos, Adyson recebeu a bola, pisou na redonda e mandou de fora da área lá onde a coruja dorme. Quase o Coelho abriu o placar. Dessa vez o travessão salvou.
Depois desse lance o juiz apitou o fim do primeiro tempo. Foram 45 de um futebol muito brigado, faltoso e pouco emocionante. O América teve as melhores oportunidades, enquanto o Papão mal conseguiu finalizar no alvo. E nesse cenário a primeira etapa terminou em 0 a 0.
Mudança radical
O segundo tempo começou com o Lobo mais arisco. Logo aos 6 minutos, depois de uma bola cruzada pela direita, a redonda foi na cabeça do artilheiro bicolor, mas Nicolas, que estava na linha da pequena área, mandou pra fora. O Cavani da Amazônia não costuma perder gols assim. Foi a melhor chance do Papão, até então.
O Paysandu tinha voltado diferente, principalmente com a entrada de Val Soares. O meia recebeu a bola na entrada da área americana, riscou o zagueiro pra lá e pra cá e mandou um balaço de longe, de muito longe, sem chances para o goleiro. Foi um foguete pro fundo do gol, abrindo o placar na Curuzu. Golaço. Paysandu 1 a 0.
O Papão desabrochou no segundo tempo. Aos 20 minutos, o xodó Esli Garcia recebeu pela esquerda, entrou na área, cortou o zagueiro e tocou no cantinho pra marcar o segundo gol bicolor. Gol de quem sabe e de quem é craque. 2 a 0.
O Lobo queria mais. Aos 41 minutos, Nicolas recebeu a bola dentro da área, driblou o goleiro e foi derrubado. O juizão marcou pênalti para o Papão. Na cobrança, ele mesmo bateu e bateu muito mal, praticamente “deu” a bola nas mãos do goleiro, ridículo. Em jogo como este, o artilheiro do time não pode perder pênalti, batendo fraquinho.
E neste cenário dominante do Papão, veio o apitou final do jogo. Foi uma etapa totalmente dominada pelo Paysandu que amassou o América, que nada fez. O placar poderia ser ainda maior, no estádio em que o Lobo está invicto em 2024. A Curuzu este ano está mortal para os adversários.
Escalações:
Paysandu: Matheus Nogueira, Edílson, Wanderson, Lucas Maia, Kevin; João Vieira (Netinho), Wesley Fraga (Val Soares), Juninho (Robinho); Edinho (Ruan Ribeiro), Nicolas e Esli Garcia (Jean Dias). Técnico: Hélio dos Anjos.
América-MG: Dalberson, Daniel, Éder, Ricardo Silva, Marlon; Alê (Felipe Amaral), Juninho, Moisés (Benitez), Adson (Felipe Azevedo); Renato Marques (Brenner) e Fabinho (Jacaré). Técnico: Cauan de Almeida.
MELHORES MOMENTOS E GOLS:















