A violência rompeu a rotina e transformou uma tarde comum em cenário de morte e pânico no sul do Pará. Um ataque a tiros dentro de uma sorveteria, em plena luz do dia e diante de clientes, deixou um homem morto e outro ferido em Brejo Grande do Araguaia, em um crime audacioso, ainda cercado de mistério, que expõe a ousadia dos assassinos e a fragilidade da sensação de segurança na região.
O frio da morte se instalou de forma brutal. O ataque, rápido e violento, espalhou terror entre os frequentadores do estabelecimento e resultou na morte de Francisco Ferreira de Souza Junior, de 30 anos, além do baleamento de Deivison Willy, que completa 28 anos na próxima quinta-feira (15).
Segundo a Polícia Civil, as vítimas estavam no local quando um homem encapuzado chegou em um veículo Chevrolet Onix branco e abriu fogo sem qualquer hesitação, ignorando a presença de outras pessoas e o movimento típico do fim de tarde.
O criminoso portava duas armas — um revólver e uma pistola —, o que reforça a suspeita de uma ação planejada.
Francisco Ferreira de Souza Junior ainda tentou escapar. Mesmo ferido, correu cerca de 150 metros em busca de socorro, mas não resistiu e caiu morto em um terreno baldio próximo à sorveteria. Já Deivison Willy conseguiu fugir do local e procurar ajuda. Ele foi encaminhado ao Hospital Municipal de Brejo Grande do Araguaia (HMBGA), onde recebeu atendimento médico e, segundo informações, não corre risco de morte.
A ocorrência foi registrada por volta das 16h, quando a Polícia Civil foi acionada. Diligências foram iniciadas imediatamente para localizar o veículo utilizado no crime, mas, até o momento, o suspeito e o automóvel não foram encontrados.
O local do ataque foi isolado para os trabalhos da Polícia Científica, que realizou a perícia e providenciou a remoção do corpo para o Instituto Médico Legal (IML) de Marabá, onde passou por necropsia. Um inquérito policial foi instaurado e, ao longo desta semana, testemunhas começarão a ser ouvidas na tentativa de esclarecer a motivação do crime e identificar o autor dos disparos.
Até agora, o caso permanece envolto em silêncio e incerteza — mais um episódio de violência que interrompe vidas, espalha medo e cobra respostas urgentes das autoridades.















