Belém (PA) — Uma rotina escolar comum transformou-se em momentos de pânico e desespero na tarde desta terça-feira (25), por volta das 12h11, no Colégio Physics, situado na Avenida Conselheiro Furtado, na capital paraense. Uma adolescente, estudante da instituição por meio de um convênio, acionou um spray de pimenta dentro de uma das salas de aula.
De acordo com as apurações iniciais, a aluna transportava o produto dentro de sua mochila. Em um ato impensado, ela direcionou o jato do gás em direção à região do aparelho de ar-condicionado, fazendo com que a substância tóxica se espalhasse rapidamente por todo o sistema de ventilação do recinto.
Risco Ampliado e Atendimento Médico
O impacto foi imediato. Pelo menos 10 adolescentes apresentaram quadros severos de intoxicação leve, sofrendo com fortes dores de cabeça, tosse incontrolável e ardência intensa nos olhos. O cenário de emergência exigiu a mobilização rápida de equipes de socorro para encaminhar os estudantes afetados a unidades de atendimento médico na capital.
A gravidade da ocorrência escalou devido ao quadro clínico de uma das vítimas hospitalizadas, que é diagnosticada com alergia severa a pimenta, elevando o nível de risco alérgico e o temor de complicações respiratórias graves.
Resposta Institucional e Consequências
Diante da repercussão e do risco à integridade física da comunidade escolar, a coordenação do Colégio Physics agiu com rigor. A instituição comunicou formalmente aos responsáveis legais dos alunos que adotou medidas disciplinares enérgicas: a estudante apontada como mentora e autora do acionismo do spray foi sumariamente expulsa da escola.
Além da sanção administrativa, a direção acionou imediatamente o Conselho Tutelar para acompanhar o desdobramento do caso sob o viés legal e socioeducativo. Assustados com a situação de vulnerabilidade a que os filhos foram expuestos, pais e responsáveis por alunos atingidos começaram a se organizar para buscar esclarecimentos adicionais junto à diretoria e formalizar boletins de ocorrência nas autoridades policiais competentes.
O episódio reacende o debate nas redes sociais e entre especialistas em educação sobre a segurança no ambiente escolar, o porte de itens de autodefesa ou químicos por menores de idade e os limites do convívio no ambiente acadêmico.














